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sábado, 24 de dezembro de 2011

Um natal a mais...

Aprendi a respirar fundo e deixar ele passar.
Não gosto mesmo do Natal. Defnitivamente , mas tenho meus guris, que amam...e quando eu tinha idade deles eu amava. Um dia sentirão saudade do que foi o Natal.
Para mim é só o que resta...a saudade dos natais felizes que tivemos, em que a expectativa era minha vó. Hoje sou lembranças e vontade que isso passe logo.

Mas ai... pra me tornar ainda mais bipolar vem o Reveillon...aaa ilusão cretina de que tudo muda a partir da meia noite. Doce ilusão.
Mas é bom, animado, com novidade esse ano da minha amiga vinda lá de Santa Maria. Vai ser louco tê-la aqui!

2011 foi o ano de permitir-me. Foi o ano da viagem.

São Paulo
Rio Grande do Sul
Paraíba
Imbassaí

Ai que bom! ! ! ADORO! Foi o ano que vivi a universidade de uma forma bem diferente do primeiro ano, conheci pessoas, me encolvi com politica, me atraquei no CUS.  Muito bom! Um ano leve e gostoso.

2012? O ano dos 30 anos. SIm Cheguei lá e simplesmente não me reconheço com essa idade, até escrever é esquisito... Sempre iamginei essa idade de forma tão diferente;

O fato é que 2012 será o ano da conclusão e dos passos a frente. Será um ano de muito estudo.Um ano de metas. Estarei 100% UFBA. É o ano que concluo o BI; o ano que faço a seleção par ao mestrado. O Ano que estarei  tomando decisões punks sobre minha vida.O ano de mias viagem no meio de tanta concentração.
Ano de ler e produzir;

Eventos?

Sim.

Enuds - Fevereiro
Julho - RIO DE JANEIRO  Queer Paradingm 4
Agosto - ABEH

UAU... isso é só o calendário inicial, pretendo esticar a viagem do Rio pra ir ao Sul de novo.... tem q dar certo!

Para conseguir cumprir minhas metas de 6 matérias por semestre, produção de artigos para eventos e CUS , Tcc , curso de língua, seleção do mestrado. Coisa né? Por isso que pra isso tenho q ter metas:


  • Gastar menos dinheiro com betseira e mais com livro e curso
  • esquecer Facebook
  • a partir de março nada de reggae
  • ler, muito mais. 


Que venha 2012 e todos seus desafios,

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A Pele que Habito - Almodóvar

Ontem fui rever o filme. Dessa vez mais preparada, mais reflexiva, e mais observadora. Consegui inclusive perceber as reações das pessoas ao terminar o filme e as luzes se ascenderem. Mãos na boca, ruídos de espanto.
Definitivamente Almodóvar se superou. 
Se ele não leu  Focault, Derrida, Deleuze ou Butler ouviu falar muito deles!!! Queria muito saber a opinião de Berenice Bento sobre o filme.
O longa é de tirar qualquer um dos eixos. Primeiro porque desconstrói completamente a linha coerente que nos é imposta sobre gênero- desejo-pratica sexual.
Almodóvar toca sutilmentemente na questão da ética médica e nas possibilidades de construir e desconstruir os corpos, joga na cara da ciência a relação entre pesquisador  e objeto de pesquisa como algo inevitavelmente pessoal. 

O que mais inquietou pós- filme foi a cena em que Vera no processo de desconstrução de seu corpo masculino recebe vestidos e os rasga. Naquele momento fica evidente a subversão dela dentro das possibilidades em que se encontra. Vicente, ainda se sente Vicente. Vicente não quis ser Vera, foi imposto a ele uma feminilidade que seu corpo não reconhecia e que ele só passou a se filiar para conseguir fugir da condição de prisioneiro.Sim , me referi a Vera como homem , como ele se identifica.

É nesse momento que é válido pensar em como devem se sentir violentados os corpos controlados. O filme aborda o contrário do cotidiano. O que costumamos ver são corpos biologicamente nascidos sob determinados gêneros, que não se reconhecem como tal e que podamos suas tentativas de reconstrução. Esses corpos lutam por sua legitimidade e hoje o estado custeia sob um forte arsenal de condições a cirurgia de mudança de sexo para os sujeitos transexuais quem se identifica como "em crise", ou seja, essas sexualidades estão ligadas a patologia, e no contra poder há uma corrente que exige essa despatologização. Principalmente porque não é uma questão de demanda hegemônica as questões das identidades Trans  pode-se inclusive  ir para além de um gênero definido, enquadrado nas normas, legitimamente reconhecido pode-se querer viver exatamente  no trânsito  dos gêneros, sem que necessariamente sinta necessidade de mudança de sexo.

E aí , o que fazemos com isso? O que fazemos com essas demandas? Fechamos os olhos ? 
Simplesmente lhes empurramos vestidos para se sejam mulheres, calças para que sejam homens? 

A pele que habito provoca nosso próprios desejos, provoca nessas próprias estabilidades sexuais e prova através da relação Cristina, a vendedora e Vera , ex-Vicente, que apesar de toda mudança corporal de gênero o desejo dele é heterossexual. E no inverso da situação, Cristina que antes os despreza enquanto corpo masculino, lhe olha com desejo homossexual lésbico, ao identificar aquele corpo feminino.

Em fim , o filme é um exercício de reflexivo sobre as possibilidades, sobre os saberes , sobre os desejos em fim,  é uma delícia.






quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Invisibilidade Pública.

A linha de ônibus Vilas do Atlântico-Praça da Sé após as 21 hs, está quase sempre cheio o bastante para algumas pessoas ficarem de pé no veiculo.


Quase todos os dias Travestis, profissionais do sexo que trabalham na orla utilizam desse meio para chegar em seus pontos, na altura de Jaguaribe,Piatã.O desconforto das pessoas é nítido, sempre em troca de olhares , risinhos e coemtários sugestivos, as travas fazem disso piadas,risadas, e balançar de cabelo.

Mas nessa noite foi diferente.O ônibus tinha lugar vazio. Três belas travas, arrumadíssimas, risonhas, e abusadas entraram no ônibus e nao se sentaram.Se mantiveram as três de pé, curtindoo vento no cabelo. O desconforto dos passageiros ,como sempre intensos, um acordo moral de repovacao pairava covardemente no ar.

Tentei amenizar a situaçao imaginando que não sentariam por opção, ateh quma delas encostou-se claramente dando sinais de cançaso do equilíbrio do salto no ônibus.


Fiquei muito incomodada com a situação quando me dei conta que elas não sentariam. nos 15 minutos de viajem pensei e entendi que era como se fosse um contrato social dos passeiros “legítimos” e as passageiras abjetos.

Os passageiros “normais” determinavam em seus olhares que sentar já era demais.As travas entenderam a mensagem,não sentaram,mas sambaram...espalhafatosas,fechativas, lindérrimas...com sueus trajes curtos provocaram, riram,subverteram, fizem seu espetáculo de pé.

Eu ,até compreender todo processo, fiquei a observar apavorada com o contrato velado entre os usuários ditos “normais” e encantada com a forma que mesmo num espaço extremamente opressor e que lhes é de direito as moças sambaram em cima da situação.

Elas seguiram pra sua lida de trabalho ...e eu reflexiva pensando que presencicei somente esse episódio....e comecei a pensar que essas travas indo ao médico,as farmácias,ao mercado,comprando roupas....e que esse processo foi resignificado por elas como uma micropolitica capaz de lhes garantir o acesso ao mundo, mesmo através de sua própria caricatura e pela via do humor.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Calmaria

As crises vem para  nos fazer crescer? n sei, mas parece que passou.
Já consigo respirar sem dor. Nao sei  por quanto , e sinceremente, nao quero saber, tenho tentado me desapegar o máximo possivel desses sentimentos e pensamentos de insegurança,pq segurança é uma cretina de uma ilusão.
Agora vivo um final de ano  feliz.Calmo, com luz no caminho.
Minha ultima mexida foi na espiritualidade.
Fui  no terreiro e a mãe jogou para mim...me senti tão bem....e a mae me descreve:
Ogum na cabeça
Oxum dos dois lados 
Oxalá no meu caminho,fundamento fortissimo.

Me disse tanta coisa linda e ao mesmo tempo coisas pra me alertar.

ADOREI.

Experiência incrivel.

PS.: Saudade  de meu povinho de Santa Maria.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

castelo de areia

...e de repente me vejo onde sempre soube que estaria. Estou zonza  epensnado muitaas coisas.Principalemne no quanto estou indo muito rapido nas minhas novas convicções.hj mesmo falava com um amigo sobre autpo  conhecimento e agora estou aqui nessa situaçao,em que me coloquei.
Sofro muito,porque estou certa.Sempre estive.E nao queria estar.Queria muito que a vida tivesse me surpreendido eme mostrado que pode ser possivel.Dói muito.Demais tudo.
EU não sei exatamente como agir agora,sei que preciso fazer alguma coisa por mim e por nós.Preciso pensar num jeito de reconstruir esse pedaço devida,esse opesaço de sonho,meu coracao tapartido esaber que as coisas estao desse jeito e que isso era tao previsivel é motivo demuitas lagrimas.Acho que hoje umas coisas em mim doeram mais, outras coisas que se desmoronamra.O silèncio que confirma  tudo, as consequencias das escolhas.
O que fazer diante dessas coisas  todas?
Como faço para olhar pra frente se nao consigo se quer olhar para o lado?
Que artigo vou artigo vou conseguir produzir?
Que pesquisa vou levar adiante? De que adiantou tudo isso entao?
Eu queria que as coisas fossem mais simples,e que fossemos felizes assim.
Eu queria tanto ....

Monogamia?


Entrevista da Marie Clair com a Rede de Relações Livres . Muito boa.



"A monogamia já era"

Entrevista completa de Regina Navarro Lins para a

Revista Marie Claire deste mês.

Em dezembro sairá a entrevista

com a Rede Relações Livres.

.

MC - Então a monogamia está com os dias contados, é isso?
RNL - É evidente que eu estou falando de tendências de comportamento, não de mudanças em curto prazo. Hoje, a maioria dos casais pode me achar louca de afirmar que o casamento monogâmico já era. Mas há, no mundo todo, sinais que mostram que casais mais liberais tendem a ser mais felizes. A revista do New York Times deu recentemente a seguinte capa: “Infidelity keeps us together” (A infidelidade nos mantém juntos) . É um exemplo disso.
MC - E por que isso nos faria mais felizes?
RNL - Nada é garantia de nada. Mas já sabemos que esse modelo que inventamos não deixa as pessoas felizes. Quem casa e opta por se reprimir em respeito ao outro pode pagar um preço muito alto. Você pode até controlar o seu desejo, mas ele vai continuar existindo em algum lugar. Daí, anos depois, você descobre que seu marido não fez o mesmo. Pronto, seu mundo caiu. Agora me diga, com toda a sinceridade: por que quando uma pessoa se casa não pode transar com outra? Historicamente, eu sei que era porque o homem não queria que sua herança fosse de outra pessoa. Mas, fisiologicamente, isso não faz sentido. Está mentindo quem diz que nunca teve tesão por outro além do marido. E mais, sexo é feito bateria de carro: se você não usa, descarrega. Por isso, o casamento monogâmico é o relacionamento no qual menos se faz sexo.
MC - É possível amar duas pessoas ao mesmo tempo?
RNL - Sim. O que gera sofrimento não é a traição, mas a crença no pacto de exclusividade. E o pior é que a maioria dos meus colegas não vê isso. São um bando de caretas, sabia? Todos, sem exceção, justificam a traição dizendo que o casamento vai mal ou que o amor acabou ou porque um deles quer se afirmar. Gente, não é nada disso! As pessoas têm relação extraconjugal porque variar é bom, não porque o amor acabou! Isso vai completamente na contramão do que se busca hoje: a individualidade. As pessoas querem se testar, se conhecer, perceber seus limites. É por isso que o amor romântico tende a acabar, por pregar o fim da individualidade por respeito ao outro.
MC - Que outros sinais mostram que essa mudança já começou?
RNL - É só ver a quantidade de casas de suingue que tem por aí, mulheres traindo e assumindo casos, buscando sua felicidade sem se colocar como subestimada. E não são mais pessoas procurando salvar relações falidas. São jovens que vão atrás de prazer e ponto. São tendências que apontam a mudança de mentalidade. Cada vez menos pessoas vão querer se fechar numa relação a dois e optar por relacionamentos mais soltos. Se bobear, minha tataraneta (ela tem uma neta de 15 anos) vai dizer: “Gente, tadinha da minha tataravó, precisava ter um parceiro só para tudo” (risos).
MC - O que você está propondo é uma espécie de poliamor?
RNL - De certa forma, sim. O poliamor implica ter relações sexuais e afetivas com pessoas diferentes. É assim: eu amo meu marido e transo com ele, mas também posso transar com outras pessoas, ir com elas ao cinema, viajar. Fazer o que quiser, com quem quiser, sem obrigação de exclusividade. Eles não amam com o sentimento de posse sobre o outro, por isso não sentem ciúme. Para eles, o ciúme está ligado ao medo da perda.
MC - Mas esse amor livre não poderia facilitar o abandono, aumentar a possibilidade da perda? Ou não seria uma forma de se proteger contra ela?
RNL - Mas nesse tipo de relação livre não existe a possibilidade de ser trocado, porque as pessoas não precisam escolher. Veja, muitas pessoas são abandonadas, certo? Aposto que 100% delas viviam uma relação supostamente monogâmica. Ou seja, uma relação fechada não é garantia de que você nunca será abandonado. A vida toda nós fomos instruídos a dirigir nossa energia amorosa e sexual para uma pessoa só e é nisso que a gente se apega. Daí, se isso não dá certo, sofremos horrores. Sentimo-nos abandonados, jogados às traças. Mas, na verdade, o abandono acontece já nos primeiros segundos de vida. No momento em que saímos do útero da mãe, já vivemos o sentimento de falta. Aquele conforto e segurança, não teremos nunca mais. Por isso, crescemos tentando reeditar o que tínhamos no útero. E, com essa n ossa cultura, a coisa fica ainda pior. Em vez de ensinar o ser humano a viver sozinho, a sociedade prega que é preciso achar alguém que o complete, sua alma gêmea. Isso é a ilusão do amor romântico.
MC - Você acha que daqui a 40 ou 50 anos os casais monogâmicos serão minoria? Sofrerão preconceito?
RNL - O que eu espero é que haja espaço para tudo, sem preconceitos. Não seria certo que a regra fosse “agora todo mundo vai ter de transar com todo mundo” e que os casais que optaram pela monogamia ficassem excluídos. O importante é que cada pessoa escolha sua forma de viver e não reproduza um modelo por inércia nem medo de sofrer preconceito.
MC - A internet ajudou a acelerar essas transformações?
RNL - Sem dúvida. Ali, tudo é permitido. Quando criaram os primeiros chats, eu fiquei louca para saber como era o sexo on-line. Em 1998, por pura curiosidade antropológica, passei alguns dias fazendo sexo virtual. Queria muito saber se era possível sentir prazer com uma pessoa a distância, e hoje sei que é. E eu não me masturbava, viu? Não conseguia digitar e me tocar ao mesmo tempo, mas quando acabava a transa me sentia exausta, satisfeita mesmo. Foi uma experiência muito legal.
MC - Você já fingiu orgasmo?
RNL - Ah, já. Há muito tempo. Devia ter uns 20 anos quando fiz isso pela última vez. Era uma garota ansiosa como tantas outras. Mas acho isso horrível. Sempre digo para minhas pacientes não fingirem, senão elas vão viciar o homem em um modelo errado, acostumá-lo a achar que orgasmo é algo fácil e corriqueiro. E não é! É uma maravilha que custa para ser alcançada. Isso está diretamente ligado à autoestima. A mulher que gosta de si não tem problemas em fazer o homem trabalhar mais e melhor para fazê-la gozar. Agora, a que sofre de baixa autoestima se sente constrangida e finge para acabar logo com isso...
MC - Quando garota, você não sonhava com o príncipe encantado?
RNL - Não. E minha irmã dizia que eu tinha alma de homem, porque criticava o fato de ela ficar esperando o príncipe dela.
MC - Feministas mais radicais não gostam que os homens paguem a conta. É o seu caso?
RNL - Hoje eu pago, amanhã ele paga e depois dividimos. Prefiro assim. Cansei de ouvir mulher dizendo: “Ah, só me faltava essa: pagar motel!” ou “Não me incomodo de dividir restaurante, cinema, mas motel quem paga é ele”. Isso me revolta. Se os dois vão ter prazer, não há qualquer problema em dividir a conta. A mulher não é uma prostituta que está ali para servi-lo e por isso cabe a ele pagar por tudo.
MC - Mas e se o homem quiser pagar? Qual o problema?
RNL - A questão que eu quero colocar é chega de que “homem deve pagar a conta do motel simplesmente por ser homem”. As mulheres querem os benefícios da liberação feminina — tipo casar dez vezes, transar na primeira noite, ganhar bem —, mas não querem o ônus. Se os direitos são iguais, são iguais também os deveres. Isso é puro machismo! Não conheço homens que sustentem a mulher e não usem isso contra ela. O dinheiro confere poder, faz com que a gente se sinta superior. Tanto que eu, se só tivesse duas opções, sustentar ou ser sustentada, ficaria com a primeira. Deus me livre ter de pedir dinheiro para comprar minhas coisas (risos).
MC - Condena o cavalheirismo?
RNL - Não, mas sei que ele é uma herança da cultura patriarcal da Idade Média que se disfarça de gentileza para atestar a força masculina e a fragilidade feminina. Gentileza é uma via de mão dupla. A mulher também pode mandar flores, assim como o homem pode ser gentil cozinhando. É tudo convenção. Que tipo de homem deseja proteger uma mulher? Certamente não um que a veja como uma igual, mas aquele que se sente superior a ela.
MC - Por isso o homem está em crise?
RNL - Sem dúvida. Para os que não se libertaram do mito da masculinidade (ou seja, a maioria), as mulheres que combatem o cavalheirismo são uma afronta. Eles se sentem ameaçados, pois não conhecem outro papel senão o de guardiões, protetores. Para eles, essa mudança é muito nova. No século 19, o marido tinha o direito de bater na mulher com uma vara do tamanho do seu antebraço e da grossura do seu dedo médio. Parece piada, mas é verdade! Depois me perguntam se eu sou feminista. E dá para não ser? Só não é feminista quem quer continuar vendo a mulher ser oprimida.
MC - A febre dos sex shops mudou o padrão dos relacionamentos?
RNL - Não. Mas deveria. As mulheres, principais frequentadoras de butiques eróticas, ainda ficam tímidas. Compram, no máximo, pequenos artigos para se masturbar. Não para transar junto com o parceiro, porque os homens entram em competição e acham uma ofensa. Chega disso, gente (grita)! Temos de combater o preconceito pelo menos na hora da transa. O sexo com o parceiro e o vibrador ao mesmo tempo é fisiologicamente imbatível. Enquanto o parceiro cuida da penetração, o vibrador estimula o clitóris e o orgasmo é duplo, mil vezes mais intenso. Incomparavelmente melhor.
MC - Você e o Flávio usam? Isso não é um problema para ele?
RNL - Usamos, claro. O Flávio é superbem resolvido. Uma vez fomos à Praia da Pipa e, quando me dei conta de que tinha esquecido o vibrador, peguei um táxi e rodei Fortaleza inteira atrás de um sex shop. Comprei um novo, grandão. Para que vou me conformar com um orgasmo simples se posso ter um duplo?
MC - O que é mais comum: que a pessoa sofra porque foi traída ou que ela sofra porque, depois de traída, foi abandonada?
RNL - As pessoas morrem de medo do abandono, e o problema é justamente relacionar isso à traição. Uma coisa não tem a ver com a outra.
MC - Nesse caso, estamos falando da traição simplesmente sexual. E quando ela é emocional, quando existe um envolvimento amoroso?
RNL - Não usaria a palavra traição em nenhum desses casos. É pejorativo demais! Trair, para mim, é alguém estar comigo por algum interesse e não por amor. Relação extraconjugal não é traição, é a coisa mais banal que existe. As pessoas deveriam se preocupar em responder a duas perguntas: 1) me sinto amada?; 2) me sinto desejada? Se a resposta for sim para as duas, tenho certeza de que está tudo bem na relação. No fundo, isso é o que importa.
MC - E se a resposta for não?
RNL - Aí a questão não é ter ciúme ou ser traída. É se vale a pena continuar numa relação mesmo sem ser amada. Na minha opinião, quem não se sente amado deve partir para outra. Isso é vida. Tem pessoas infelicíssimas dentro do casamento, se agarrando como náufragos um na perna do outro só para não ficar só. Isso é uma fantasia.


domingo, 6 de novembro de 2011

Doce novembro.

Aaaahhhh...Doce novembro.Chegando com tudo.Hj estou fazendo a lembrança do 8o. aniversário da minha filha. Muitas coisas transpassam esse tema,e muitos sentimentos se difundem e me confundem.Parece ter sido ontem quando lembro de mim parindo.Parece ter sido em outra vida  quando olho para o pai dela.Uma das coisas mais esquisitas pra mim é isso.Tentar pensar que em algum momento aquela pessoa fez parte de mim a  ponto de fazermos uma filha.
Minha  filha é linda eme sinto culpada por não me sentir ser a mãe melhor que poderia ser.Uma coisa boa é que sei que toda mae sente isso, principalmente quando não se tem só um filho, outra coisa q me faz menos culpada é saber que essa culpa vem  embutida no discurso hegemonico sobre o drama romantico materno, do qual não participo, não me enquadro e nem compactua na difusão.

Mas o assunto aqui é o tempo.

Tempo que me voa e se esvoa em mim.

Já  já meu tempo será outro, meus sentimentos serão outros e  meus filhos estão crescido,medando outros tipos de traballho.

Em fim novembro eh lindo, que dmore dezembro...pq  o natal me enoja..

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Salvador-Recife -João Pessoa

Aqui estou  eu.Viajei trancendentalmente no tempo,sai de Salvador as 20:10 e cheguei em Recife as 20:20.Hahahha,aqui n tem horario de verao e isso eh cansativo.
Ganhei uma hora a mais no aeropoto....que aliás é ESCANDALO!!! luxo!
Estou animaddisma com minha   viagem.
1o. porque é uma viajem!
2o. pq   vou apresentar artigo
3o. pq respiro.

mais um monte de motvio q descobrirei já.

Estou no aeroporto de recife pq a passagem pra Joao Pessoa tava carissima, ai comprei pra ca,só qchgeui en tinha mais onibus pra JP, entao terei qesperar o primeiro de amanha as 5 da matina.Vai ficar cansativo,tava doida pra ta la já...mas eh isso...faz parte da viajem.
Esse tempo aqui eh fundamental para respirar comer, escrever, ver greys anatomy e o q mais vier.

Minha ida sedá para o III Seminário Nacional de genero e praticas culturais. vou apresenta ro trabalho "Entre subversao e convencao da norma em praticas escolares." Ansiosissima!
Amanha as 9 tou no congresso ja.
Estou no aeroporto ecomi uma pizza terrivel,deixei toda no prato,pensoq quando  a garçonete vier pegar a pizza vai ser constrangedor.Mias ainda pro meu bolso.

Em fim...voltareia teh o fim danoite se for o caso....enquanto isso.Greys Anatomy!

sábado, 1 de outubro de 2011

Agora

Agora as  coisas  vão se aclamando e começo a enxergar minha vida. ....Aprendendo a lidar com mais uma adversidade da vida...Nunca quis tanto morar na minha casa.Nunca.Ta cada  dia mais dificil para mim isso.Ao mesmo tempo eu sei que esse nao é o momento.Porque ainda tenho um ano inteirinho  de estudar a noite.O meu consolo é saber que a cada dia que passa nunca estive tão perto  disso.
Precisando do meu espaço,precisando sair daqui,precisando respirar outro ar,montar minha bagunça em outro lugar.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

bem melhor,mas ainda em processo.

...Por exemplo ainda estou  com fone de ouvido pela mundo...ainda escuto Leoni. Rsrsrsr
Mas  tou muito masi tranquila.
Terça feira vou na Casa da Mãe...tao bom aquilo.
Tenho  vivido  dias que parecem ser inertes,mas de profundo crescimento.
Sinto coisas inéditas com relação a vida.Coisas indiziveis.hahahhaha ainda bemq estudo teoria Queer,tem funcionado perfeitamente como  auto -ajuda pensar em uma lógica pós identitaria.
tenho tentado me concentrar em algumas coisas séria.A primeira é me organizar financeiramente....tenho  alguns planos.Preciso tb me preparar para me tratar no q tenho na tireoide,seja la oq for  precisa de atenção.Preciso me cuidar.é isso sem vontades...........
leoni pra dentro:

Melhor Pra Mim


Leoni

Olhando as estrelas

Nada no espaço

Fica parado no lugar

A terra se move

Os carros na estrada

Eu dentro de um deles

Corro mais

Só prá te encontrar...



Olhando o relógio

O tempo não passa

Quando eu me afasto de você

Mas se de repente

Ele fica apressado

E as horas disparam

É só porque encontrei você...



E aí tudo muda

Olhando pro céu

E aí tudo muda

Penso em você e eu...



A ciência confirma os fatos

Que o coração descobriu

Nos seus braços

Sempre me esqueço

De tempo, espaço e no fim...



Tudo é relativo

Quando te fazer feliz

Me faz feliz

Se a história for

Sempre assim

Melhor prá mim...



Olhando as pessoas

Falando de espaço

Mantendo distância

Sem saber

Que antigas verdades

Viraram mentiras

E nada protege

De uma paixão

Vir acontecer...



E aí tudo muda

Olhando pro céu

E aí tudo muda

Penso em você e eu...



A ciência confirma os fatos

Que o coração descobriu

Nos seus braços

Sempre me esqueço

De tempo, espaço e no fim...



Tudo é relativo

Quando te fazer feliz

Me faz feliz

Se a história for

Sempre assim

Melhor prá mim...



E aí tudo muda

Olhando pro céu

E aí tudo muda

Penso em você e eu...



A ciência confirma os fatos

Que o coração descobriu

Nos seus braços

Sempre me esqueço

De tempo, espaço e no fim...



Tudo é relativo

Quando te fazer feliz

Me faz feliz

Se a história for

Sempre assim...



A ciência confirma os fatos

Que o coração descobriu

Nos seus braços

Sempre me esqueço

De tempo, espaço e no fim...



Tudo é relativo

Quando te fazer feliz

Me faz feliz

Se a história for

Sempre assim

Melhor prá mim

Melhor prá mim

Melhor prá mim

Melhor prá mim

Melhor prá mim...

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Repetição.

Tá se repetindo tudo iguazinho e a culpa é minha , tou dei ando isso acontecer , tou cedendo o controle , ele está comigo eu não o perdi , tem momentos que ele ta em minhas mãos, o sinto...ele está aqui. Não  posso deixar ser mais forte que eu meus pensamentos. Não posso viver a 4 mil quilometros uma vida que nao é minha e que escolhi que nao fosse... até porque a vida é muito mais do uqe dez dias de nao dormir e nao acordar , é muito mais que tudo aquilo , um mês lá não teria a intensidade desses de dias.
Eu escolhi ir e preciso assumir issso como uma mulher ...
Dane-se se a vida lá é masi tranquila , se ando pelas ruas destemida, se tenho arvores que gosto, se amo aquelas pessoas que nunca sei como as encontrarei e quando acontecerá... dane-se , a minha viad ta aqui e eu preciso vivê-la. Nâo vou ficar esperando por anda , pq não há nada para aconteceer. Não vou cometer uma loucura , não vou aventrar , não vou colocar meus filhos nisso, não vou deixar Bê aqui , não vou abandonar meus planos acadêmicos. Se não vou fazer isso então preciso voltar... preciso lembrar o que era minha vida e quanto gosto dela aqui. As coisas estão mehorando e tudo tende a ficar masi fácil até para v~e-los mais vezes ... tomar mate na lola, comer um Xis na frente da lareiria, passar a noite em claro tentando resolver problemas que não são meus.
Estou aqui. Quero estar aqui. Esolhi isso.

Dessa vez não vou demorar tanto pra voltar e tudo será melhor e tudo será mais tranquilo e tudo será como sempre é....

One

U2

Is it getting better?
Or do you feel the same?
Will it make it easier on you now?
You got someone to blame
You say one love, one life
It's one need in the night
One love, we get to share it
Leaves you, darling, if you don't care for it.
Did I disappoint you?
Or leave a bad taste in your mouth?
You act like you never had love
And you want me to go without
Well, it's too late, tonight,
To drag the past out into the light
We're one, but we're not the same
We get to carry each other, carry each other
One
Have you come here for forgiveness?
Have you come to raise the dead?
Have you come here to play Jesus
to the lepers in your head?
Did I ask too much, more than a lot?
You gave me nothing, now it's all I got
We're one, but we're not the same.
Well, we hurt each other, then we do it again.
You say:
Love is a temple, love a higher law
Love is a temple, love the higher law
You ask me to enter, but then you make me crawl
And I can't keep holding on to what you got
When all you got is hurt.
One love, one blood
One life you got to do what you should.
One life with each other: sisters, brothers.
One life, but we're not the same.
We get to carry each other, carry each other.
One! One!
Uh Uh uhu
O Aah
Mary, MAry, Mary
Aaaaaaaaaa
Aaaaaaaaa

Respira, relaxa e corre.

Calma.
Vai passar, serão só lembranças e serão suficientes.
Calma.
Nao faça anda, qualquer passo agora pode ser falso.
Calma.
Tá  tudo  bem.
Calma.
"...estarei sempre  aqui".

Tem horas que  preciso me lembrar.

Saudade



Banda Fuga



Confusão de sentimentos

Tristeza no olhar

Sistemas de um novo tempo


Difícil de encarar


É, quem sabe sou eu que tô lento

Eu sei não posso parar

Lembro de um doce momento seu


É inevitável chorar


Ainda existe uma chance

Ainda existe um lugar

Embora nesse instante

Eu não consiga encontrar



Lembro conselho do amigo

Cuidado ao olhar pra trás

É fácil trocar o rumo


Difícil é nele voltar

Passageiro de um eterno momento

Que não sabe onde pode parar

E essa angústia que corrói por dentro


Um dia tem que parar

Ainda existe uma chance

Ainda existe um lugar

Embora nesse instante

Eu não consiga encontrar



A única certeza é a incerteza do teu amor

A única certeza é a incerteza do teu amor, pra nós dois

A única certeza é a incerteza do teu amor, amor, amor, amor

A única certeza é a incerteza do teu amor, pra nós dois

 
Recomendo ouvi-la.

Voltando aos poucos.

Da outra vez foi muito pior...porque ja sai daqui desequilibrada...em busca de mudança havia encontrado ali a possibilidade de mudar tudo, como desejava. Foi intenso e breve e assim tive que voltar e resolver as coisas que aqui estavam pendentes....misturei  sentimentos,tomei decisões.
Dessa  vez sinto a mesma sensaçao de nao pertencimento aos lugares. Me sinto  zonza....como numa crise de labirintite eterna....as ruas estão barulhentas e vazias.A diferença é que amadurecemos e aprendemos a  lidar melhor  com as situações, não  há crise, e  vivo uma vida que pode ser reconhecida como feliz. Mas  o maior diferencial.....a maior potencia de todas  é sem duvidas a minha vida acadêmica...todinha, desde entrar naquele portao, andar pelas ruas da Universidade até  minhas aulas,minhas dicussoes....o grupo de pesquisa...meu ápice de força.
...E nessa confusao nao me dedicado a ele como deveria.

E agora  como estou?

Melhor.Sinto muita falta ,  muita  saudade, uma coisa que se eu deixar crescer me engole. Preciso do meu autocontrole, preciso olhar pro lado e enxergar a realidade e sentir ela como a melhor para mim. Minha inquietude e imediatismo podem causar  muitos estragos e tenho que  pensar em muito e muito.

Agora, é voltar.... encontrar uma forma de poder estar mais perto sem sacrificar tudo...ir mais vezes, num  espaço  menor de tempo pode amenizar tudo isso.

É isso, estar lá mais vezes em um espaço menor de tempo.