a vontade é mudar o tudo. é radicalizar, é morar na vila matos , é ter a minha vida , livre de tudo e todos e quem quisesse que viesse reclamar...eu ia era ser feliz, mas uma coisa é certa, fazer isso formada vai ser muito melhor. Não pela condição que creio que não sera muito diferente... mas terei tempo para outras estrategias,a universidade n tomará tanto tempo de mim, o mestrado sim tomara...mas se n for pela bolsa terei outros planos além dele...e uma mudança, um deslocamento maior será muito mais possível.
em fim, vejo janelas e portas abertas para mim e minha vontade precisa ser canalizada ....só falta alguns meses.
Aquariana, porém leonina. Libriana porém capricorniana. Flerto com o caos. Soteropolitana,feminista, louca, desajustada,desregulada, desenfreada.
sexta-feira, 30 de março de 2012
quinta-feira, 22 de março de 2012
A sementinha em mim.
E foi plantada a sementinha do "eu quero" em mim...e agora o que eu mais quero é aquilo que mais tinha medo.
Consegui me liberar da dor, conseguir me liberar do "não posso", e agora sou toda aquilo e já vejo minhas paredes, e meus sons com minhas risadas...e meus choroso nos momentos de dificuldade...que existirão eu sei, mas que serão só meus , ou não.Poderei escolher. Em fim , quero pra mim. Quero minha chave, meu tapete, minha conta , minhas presenças e ausências e isso não me assustará.
Consegui me liberar da dor, conseguir me liberar do "não posso", e agora sou toda aquilo e já vejo minhas paredes, e meus sons com minhas risadas...e meus choroso nos momentos de dificuldade...que existirão eu sei, mas que serão só meus , ou não.Poderei escolher. Em fim , quero pra mim. Quero minha chave, meu tapete, minha conta , minhas presenças e ausências e isso não me assustará.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Humanizar nossos filhos, é torná-los inteligentes.
Hoje passei por uma experiência com uma jovem 8 anos mais nova que eu, uma pessoa relativamente próxima , de meu ambiente profissional. Essa menina sempre me pareceu madura para umas coisas , mas no geral sempre muito superficial e com um olhar critico deturpado sobre algumas coisas. A minha experiência de relacionamento profissional com ela já me mostrava que ela tinha dificuldade em aceitar se erro. Hoje eu comprovei isso, e vi a vida ensinar a ela sobre como é importante ser HUMANA e o quão inteligente ficamos quando internalizamos isso. Foi bom para mim também
O fato:
Voltando de carona com ela fomos paradas numa blitz. O policial sinalizou, ela parou.
O diálogo:
- Por favor senhorita, a habilitação e o documento do carro...
ela tira a habilitação e lhe entrega. Não acha o documento do carro e diz:
- Moço fiz a revisão do carro e TIRARAM daqui e não COLOCARAM de volta.
o policial:
- Ta sem o documento é? Deixa eu falar com o capitão aqui... ( visivelmente seriamos liberadas)
outro policial se aproxima:
- qual a irregularidade?
- To sem o documento - diz ela.
- Hum,,, tem que andar no carro. Essa infração é apreensão do carro e multa, mas se a senhora tiver como trazer o documento a gente libera
ELA:
- Aaahhh moço, eu n tenho como fazer isso não. Como vou lá?De onibus eu só vou se vc pagar minha passagem. ( BURRICE No.1 - arrogância e ironia com profissionais cansados , loucos para exercer seu momento de poder)
o policial que tava bem intencionado volta e vê o outro policial indignado, mando ela encostar o carro:
- Agora vc complicou a situação.... - disse ele
- Nem é competência de vocês essa situação (BURRICE No.2 - questionando sem qualquer aparato jurídico a competência do policial , que a essa altura tava doido pra causar um problemão na vida dela)
- A senhora por favor desça do carro
o comandante se aproxima e pergunta o caso, após saber fala:
- A gente querendo te liberar e a senhorita agindo com arrogância com quem tá trabalhando pela sua segurança?
Ela quis bater boca dizendo q n tinha como pegar o documento
Eu até então tinha tentado dizer pra imbecil que ela tava fazendo merda..... Ela não ouvia. Nesse instante , a burrice dela me afetou que falei bem séria ,
-Ana, deixa de ser burra, dê um jeito nisso pq seu carro vai ser apreendido.
Na mesma hora ligou pro pai.
Conversei com a equipe toda, demonstrei insatisfação coma postura dela...expliquei que era uma menina mimada..... etc.
O pai chega com o papel e PUTO DA VIDA COM ELA. Um senhor já idoso....o policial o chama para uma conversa e ele humildemente pede desculpa pela filha, diz que a culpa é dele por não ter tido pulso de criar da forma como ele foi criado, que aquilo só demonstrava a falta de experiência dela com a vida...deu um show de humildade e bom senso....e ela ainda assim relutou em assumir o erro e quis bater boca como policial que aquela altura só não mandou o carro apreendido por consideração ao senhor.
Fomos liberadas, e ela ouviu muito no carro.
A minha lição foi: Criar meus filhos para eles nunca serem mimados e não acharem que qualquer que seja sua posição social poder agir de forma grosseira e desnecessárias com as pessoas..... Ajudá-los a ter humildade, bom senso, olhar critico e inteligencia emocional.
Essa menina é visivelmente mimada, e descompromissada com humanização. Engraçado falar disso com quem compactua de uma teoria comigo, uma teoria que justamente humanizar e nos oferece ferramentas de olhar critico.... é comprovação que a teoria muito corriqueiramente não é a prática.
- os grifos vermelhos são para evidenciar sua dificuldade em assumir responsabilidade.
O fato:
Voltando de carona com ela fomos paradas numa blitz. O policial sinalizou, ela parou.
O diálogo:
- Por favor senhorita, a habilitação e o documento do carro...
ela tira a habilitação e lhe entrega. Não acha o documento do carro e diz:
- Moço fiz a revisão do carro e TIRARAM daqui e não COLOCARAM de volta.
o policial:
- Ta sem o documento é? Deixa eu falar com o capitão aqui... ( visivelmente seriamos liberadas)
outro policial se aproxima:
- qual a irregularidade?
- To sem o documento - diz ela.
- Hum,,, tem que andar no carro. Essa infração é apreensão do carro e multa, mas se a senhora tiver como trazer o documento a gente libera
ELA:
- Aaahhh moço, eu n tenho como fazer isso não. Como vou lá?De onibus eu só vou se vc pagar minha passagem. ( BURRICE No.1 - arrogância e ironia com profissionais cansados , loucos para exercer seu momento de poder)
o policial que tava bem intencionado volta e vê o outro policial indignado, mando ela encostar o carro:
- Agora vc complicou a situação.... - disse ele
- Nem é competência de vocês essa situação (BURRICE No.2 - questionando sem qualquer aparato jurídico a competência do policial , que a essa altura tava doido pra causar um problemão na vida dela)
- A senhora por favor desça do carro
o comandante se aproxima e pergunta o caso, após saber fala:
- A gente querendo te liberar e a senhorita agindo com arrogância com quem tá trabalhando pela sua segurança?
Ela quis bater boca dizendo q n tinha como pegar o documento
Eu até então tinha tentado dizer pra imbecil que ela tava fazendo merda..... Ela não ouvia. Nesse instante , a burrice dela me afetou que falei bem séria ,
-Ana, deixa de ser burra, dê um jeito nisso pq seu carro vai ser apreendido.
Na mesma hora ligou pro pai.
Conversei com a equipe toda, demonstrei insatisfação coma postura dela...expliquei que era uma menina mimada..... etc.
O pai chega com o papel e PUTO DA VIDA COM ELA. Um senhor já idoso....o policial o chama para uma conversa e ele humildemente pede desculpa pela filha, diz que a culpa é dele por não ter tido pulso de criar da forma como ele foi criado, que aquilo só demonstrava a falta de experiência dela com a vida...deu um show de humildade e bom senso....e ela ainda assim relutou em assumir o erro e quis bater boca como policial que aquela altura só não mandou o carro apreendido por consideração ao senhor.
Fomos liberadas, e ela ouviu muito no carro.
A minha lição foi: Criar meus filhos para eles nunca serem mimados e não acharem que qualquer que seja sua posição social poder agir de forma grosseira e desnecessárias com as pessoas..... Ajudá-los a ter humildade, bom senso, olhar critico e inteligencia emocional.
Essa menina é visivelmente mimada, e descompromissada com humanização. Engraçado falar disso com quem compactua de uma teoria comigo, uma teoria que justamente humanizar e nos oferece ferramentas de olhar critico.... é comprovação que a teoria muito corriqueiramente não é a prática.
- os grifos vermelhos são para evidenciar sua dificuldade em assumir responsabilidade.
domingo, 11 de março de 2012
Semestre!
Adorando as matérias que peguei!!!!! Acho q acertei em todas por enquanto....tudo q eu precisa as, matérias de mexer o corpo, de acrescentar em gênero , de exercitar meu senso critico e reflexivo... Matérias que n tou acostumada a ver....e pra fechar, criação literária para fazer minha escrita fluir ainda mais!
Confesso que já tou cursando esse semestre pensando no clima de despedida.... Tenho tanto amor pela minha vida acadêmica que não será fácil para mim me formar sem ter garantido que será soh uma transição de etapas. MESTRADOOOOO!!!!!
então... Escrevo para não dizer que não falei de flores....
Confesso que já tou cursando esse semestre pensando no clima de despedida.... Tenho tanto amor pela minha vida acadêmica que não será fácil para mim me formar sem ter garantido que será soh uma transição de etapas. MESTRADOOOOO!!!!!
então... Escrevo para não dizer que não falei de flores....
domingo, 4 de março de 2012
sair desse lugar
...desse lugar de dependência de algo e de alguém. É isso que será pra mim 2012. É por isso que nesse extao instante encerro meu Facebook. Preciso de muitas coisas e todas elas precisam de tempo e dedicação pra acontecer. Facebook pra mim é rever pessoas e saber das coisas. Eu agora n quero saber de nada. Quero seguir adiante , quero abrir e fechar livro, sentar no computador para mexer em artigo e olhar pra trás em 2013 e dizer : valeu a pena.
A culpa é do Facebook? não .
Não existem culpados, nesse caso existem pessoas que se relacionam de forma desequilibrada e assim foi comigo e o face... comigo e o cigarro. Precisei tirar-los de minha vida para ter de novo o controle da situação efazer o que tem que ser feito.
Seja como for, sobreviverei.
A culpa é do Facebook? não .
Não existem culpados, nesse caso existem pessoas que se relacionam de forma desequilibrada e assim foi comigo e o face... comigo e o cigarro. Precisei tirar-los de minha vida para ter de novo o controle da situação efazer o que tem que ser feito.
Seja como for, sobreviverei.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
30.
Já já tenho trinta. Dia 11 completo. Susto?Medo?Agonia? Pensei que sentiria tudo isso mas me sinto estranhamente feliz, talvez pq tenha aceitado minha eterna adolescência e tenho passado a acreditar que isso não necessariamente seja ruim;
Meus trinta anos estão marcados por todos os anos que o antecederam , e isso me faz ama-lo. Meu único medo é na verdade é chegar nos 50 imaginando que com 30 poderia te feito muito mais... Acho que esse risco eu não corro, pq nesses meus trinta se tem uma coisa que me enche de gás é olhar pra trás e em seguida me olhar no espelho. Tudo muito mais claro e mais intenso.
Comemorarei, logico, com pessoas q adoro, com pôr do sol digno de minha alegria e com planos lindos pra amanhã....
que venham
os próximos
encantos
Meus trinta anos estão marcados por todos os anos que o antecederam , e isso me faz ama-lo. Meu único medo é na verdade é chegar nos 50 imaginando que com 30 poderia te feito muito mais... Acho que esse risco eu não corro, pq nesses meus trinta se tem uma coisa que me enche de gás é olhar pra trás e em seguida me olhar no espelho. Tudo muito mais claro e mais intenso.
Comemorarei, logico, com pessoas q adoro, com pôr do sol digno de minha alegria e com planos lindos pra amanhã....
que venham
os próximos
encantos
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
2012
Começamos bem.
Tenho tanto medo desse, ao mesmo tempo empolgada...afff...tantas coisas.Inicio do ano com visita gaucha...agora concentração pra artigo, depois ENUDS , Aniversário e na sequencia viagem pra Pipa e Carnaval.É mole? Fevereiro vai ferver. No meio disso tudo algumas coisas pra resolver, escola de filhos, ginecologista pede exames e etc.
Matei a saudade do Sul coma estadia de Carol aqui? Não. Aumentou. Fiquei foi louquinha de vontade de comprar a passagem e me sumir no mundo no dia q ela tava indo.
Aprendi a conviver com esse sentimento e hj vivo em paz na minha inquietude.
Tiro as palavras da mãe Carmem na cabeça. Será? My God!
Preciso de luz e equilibrio.
Tenho tanto medo desse, ao mesmo tempo empolgada...afff...tantas coisas.Inicio do ano com visita gaucha...agora concentração pra artigo, depois ENUDS , Aniversário e na sequencia viagem pra Pipa e Carnaval.É mole? Fevereiro vai ferver. No meio disso tudo algumas coisas pra resolver, escola de filhos, ginecologista pede exames e etc.
Matei a saudade do Sul coma estadia de Carol aqui? Não. Aumentou. Fiquei foi louquinha de vontade de comprar a passagem e me sumir no mundo no dia q ela tava indo.
Aprendi a conviver com esse sentimento e hj vivo em paz na minha inquietude.
Tiro as palavras da mãe Carmem na cabeça. Será? My God!
Preciso de luz e equilibrio.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Viagem Solitária - João W Nery
Acabei de ler. O livro é fantástico! Escrevi para o autor:
Viagem Solitária é um m livro para todo mundo
que respira ler para saber o que é ficar sem ar.
Sem dúvidas mudou o rumo da minha vida acadêmica
e quem sai ganhando principalmente são meus filhos
que ganham uma mãe fortalecida de tudo.
Joao W Nery nos incita a ser melhores filhos,
melhores pais , melhores seres humanos.
Tinha que fechar meu ano assim,
cheia de fé , vontades e paixão.
Uma obra necessária.
Devorei a obra em 3 dias. Simplesmente arrasada que acabou.
Indico ele para todo mundo , e o mais indignante é que quando lê sobre do
que se trata torcem o nariz como se tivessem vendo algo nada nocivo.
Pois eu acho que todo mundo do mundo deveria ler esse relato para se
humanizar e tentar fazer desse mundo um mundo mais suave para todos.
João me encantou com sua lucidez , garra e vontade de ser feliz.
João demonstrou a bondade e o amor incondicional pelo filho.Me ajudou a ser uma ex-
mulher justa e a ser racional na hora que a paixão faz doer.
João virou para mim um exemplo de ser humano, de pai, de carinho e justiça.
Muito encantada. E recomendo a leitura , principalmente para quem é pai e filho.
sábado, 24 de dezembro de 2011
Um natal a mais...
Aprendi a respirar fundo e deixar ele passar.
Não gosto mesmo do Natal. Defnitivamente , mas tenho meus guris, que amam...e quando eu tinha idade deles eu amava. Um dia sentirão saudade do que foi o Natal.
Para mim é só o que resta...a saudade dos natais felizes que tivemos, em que a expectativa era minha vó. Hoje sou lembranças e vontade que isso passe logo.
Mas ai... pra me tornar ainda mais bipolar vem o Reveillon...aaa ilusão cretina de que tudo muda a partir da meia noite. Doce ilusão.
Mas é bom, animado, com novidade esse ano da minha amiga vinda lá de Santa Maria. Vai ser louco tê-la aqui!
2011 foi o ano de permitir-me. Foi o ano da viagem.
São Paulo
Rio Grande do Sul
Paraíba
Imbassaí
Ai que bom! ! ! ADORO! Foi o ano que vivi a universidade de uma forma bem diferente do primeiro ano, conheci pessoas, me encolvi com politica, me atraquei no CUS. Muito bom! Um ano leve e gostoso.
2012? O ano dos 30 anos. SIm Cheguei lá e simplesmente não me reconheço com essa idade, até escrever é esquisito... Sempre iamginei essa idade de forma tão diferente;
O fato é que 2012 será o ano da conclusão e dos passos a frente. Será um ano de muito estudo.Um ano de metas. Estarei 100% UFBA. É o ano que concluo o BI; o ano que faço a seleção par ao mestrado. O Ano que estarei tomando decisões punks sobre minha vida.O ano de mias viagem no meio de tanta concentração.
Ano de ler e produzir;
Eventos?
Sim.
Enuds - Fevereiro
Julho - RIO DE JANEIRO Queer Paradingm 4
Agosto - ABEH
UAU... isso é só o calendário inicial, pretendo esticar a viagem do Rio pra ir ao Sul de novo.... tem q dar certo!
Para conseguir cumprir minhas metas de 6 matérias por semestre, produção de artigos para eventos e CUS , Tcc , curso de língua, seleção do mestrado. Coisa né? Por isso que pra isso tenho q ter metas:
Que venha 2012 e todos seus desafios,
Não gosto mesmo do Natal. Defnitivamente , mas tenho meus guris, que amam...e quando eu tinha idade deles eu amava. Um dia sentirão saudade do que foi o Natal.
Para mim é só o que resta...a saudade dos natais felizes que tivemos, em que a expectativa era minha vó. Hoje sou lembranças e vontade que isso passe logo.
Mas ai... pra me tornar ainda mais bipolar vem o Reveillon...aaa ilusão cretina de que tudo muda a partir da meia noite. Doce ilusão.
Mas é bom, animado, com novidade esse ano da minha amiga vinda lá de Santa Maria. Vai ser louco tê-la aqui!
2011 foi o ano de permitir-me. Foi o ano da viagem.
São Paulo
Rio Grande do Sul
Paraíba
Imbassaí
Ai que bom! ! ! ADORO! Foi o ano que vivi a universidade de uma forma bem diferente do primeiro ano, conheci pessoas, me encolvi com politica, me atraquei no CUS. Muito bom! Um ano leve e gostoso.
2012? O ano dos 30 anos. SIm Cheguei lá e simplesmente não me reconheço com essa idade, até escrever é esquisito... Sempre iamginei essa idade de forma tão diferente;
O fato é que 2012 será o ano da conclusão e dos passos a frente. Será um ano de muito estudo.Um ano de metas. Estarei 100% UFBA. É o ano que concluo o BI; o ano que faço a seleção par ao mestrado. O Ano que estarei tomando decisões punks sobre minha vida.O ano de mias viagem no meio de tanta concentração.
Ano de ler e produzir;
Eventos?
Sim.
Enuds - Fevereiro
Julho - RIO DE JANEIRO Queer Paradingm 4
Agosto - ABEH
UAU... isso é só o calendário inicial, pretendo esticar a viagem do Rio pra ir ao Sul de novo.... tem q dar certo!
Para conseguir cumprir minhas metas de 6 matérias por semestre, produção de artigos para eventos e CUS , Tcc , curso de língua, seleção do mestrado. Coisa né? Por isso que pra isso tenho q ter metas:
- Gastar menos dinheiro com betseira e mais com livro e curso
- esquecer Facebook
- a partir de março nada de reggae
- ler, muito mais.
Que venha 2012 e todos seus desafios,
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
A Pele que Habito - Almodóvar
Ontem fui rever o filme. Dessa vez mais preparada, mais reflexiva, e mais observadora. Consegui inclusive perceber as reações das pessoas ao terminar o filme e as luzes se ascenderem. Mãos na boca, ruídos de espanto.
Definitivamente Almodóvar se superou.
Se ele não leu Focault, Derrida, Deleuze ou Butler ouviu falar muito deles!!! Queria muito saber a opinião de Berenice Bento sobre o filme.
O longa é de tirar qualquer um dos eixos. Primeiro porque desconstrói completamente a linha coerente que nos é imposta sobre gênero- desejo-pratica sexual.
Almodóvar toca sutilmentemente na questão da ética médica e nas possibilidades de construir e desconstruir os corpos, joga na cara da ciência a relação entre pesquisador e objeto de pesquisa como algo inevitavelmente pessoal.
Almodóvar toca sutilmentemente na questão da ética médica e nas possibilidades de construir e desconstruir os corpos, joga na cara da ciência a relação entre pesquisador e objeto de pesquisa como algo inevitavelmente pessoal.
O que mais inquietou pós- filme foi a cena em que Vera no processo de desconstrução de seu corpo masculino recebe vestidos e os rasga. Naquele momento fica evidente a subversão dela dentro das possibilidades em que se encontra. Vicente, ainda se sente Vicente. Vicente não quis ser Vera, foi imposto a ele uma feminilidade que seu corpo não reconhecia e que ele só passou a se filiar para conseguir fugir da condição de prisioneiro.Sim , me referi a Vera como homem , como ele se identifica.
É nesse momento que é válido pensar em como devem se sentir violentados os corpos controlados. O filme aborda o contrário do cotidiano. O que costumamos ver são corpos biologicamente nascidos sob determinados gêneros, que não se reconhecem como tal e que podamos suas tentativas de reconstrução. Esses corpos lutam por sua legitimidade e hoje o estado custeia sob um forte arsenal de condições a cirurgia de mudança de sexo para os sujeitos transexuais quem se identifica como "em crise", ou seja, essas sexualidades estão ligadas a patologia, e no contra poder há uma corrente que exige essa despatologização. Principalmente porque não é uma questão de demanda hegemônica as questões das identidades Trans pode-se inclusive ir para além de um gênero definido, enquadrado nas normas, legitimamente reconhecido pode-se querer viver exatamente no trânsito dos gêneros, sem que necessariamente sinta necessidade de mudança de sexo.
E aí , o que fazemos com isso? O que fazemos com essas demandas? Fechamos os olhos ?
E aí , o que fazemos com isso? O que fazemos com essas demandas? Fechamos os olhos ?
Simplesmente lhes empurramos vestidos para se sejam mulheres, calças para que sejam homens?
A pele que habito provoca nosso próprios desejos, provoca nessas próprias estabilidades sexuais e prova através da relação Cristina, a vendedora e Vera , ex-Vicente, que apesar de toda mudança corporal de gênero o desejo dele é heterossexual. E no inverso da situação, Cristina que antes os despreza enquanto corpo masculino, lhe olha com desejo homossexual lésbico, ao identificar aquele corpo feminino.
Em fim , o filme é um exercício de reflexivo sobre as possibilidades, sobre os saberes , sobre os desejos em fim, é uma delícia.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Invisibilidade Pública.
A linha de ônibus Vilas do Atlântico-Praça da Sé após as 21 hs, está quase sempre cheio o bastante para algumas pessoas ficarem de pé no veiculo.
Quase todos os dias Travestis, profissionais do sexo que trabalham na orla utilizam desse meio para chegar em seus pontos, na altura de Jaguaribe,Piatã.O desconforto das pessoas é nítido, sempre em troca de olhares , risinhos e coemtários sugestivos, as travas fazem disso piadas,risadas, e balançar de cabelo.
Mas nessa noite foi diferente.O ônibus tinha lugar vazio. Três belas travas, arrumadíssimas, risonhas, e abusadas entraram no ônibus e nao se sentaram.Se mantiveram as três de pé, curtindoo vento no cabelo. O desconforto dos passageiros ,como sempre intensos, um acordo moral de repovacao pairava covardemente no ar.
Tentei amenizar a situaçao imaginando que não sentariam por opção, ateh quma delas encostou-se claramente dando sinais de cançaso do equilíbrio do salto no ônibus.
Fiquei muito incomodada com a situação quando me dei conta que elas não sentariam. nos 15 minutos de viajem pensei e entendi que era como se fosse um contrato social dos passeiros “legítimos” e as passageiras abjetos.
Os passageiros “normais” determinavam em seus olhares que sentar já era demais.As travas entenderam a mensagem,não sentaram,mas sambaram...espalhafatosas,fechativas, lindérrimas...com sueus trajes curtos provocaram, riram,subverteram, fizem seu espetáculo de pé.
Eu ,até compreender todo processo, fiquei a observar apavorada com o contrato velado entre os usuários ditos “normais” e encantada com a forma que mesmo num espaço extremamente opressor e que lhes é de direito as moças sambaram em cima da situação.
Elas seguiram pra sua lida de trabalho ...e eu reflexiva pensando que presencicei somente esse episódio....e comecei a pensar que essas travas indo ao médico,as farmácias,ao mercado,comprando roupas....e que esse processo foi resignificado por elas como uma micropolitica capaz de lhes garantir o acesso ao mundo, mesmo através de sua própria caricatura e pela via do humor.
Quase todos os dias Travestis, profissionais do sexo que trabalham na orla utilizam desse meio para chegar em seus pontos, na altura de Jaguaribe,Piatã.O desconforto das pessoas é nítido, sempre em troca de olhares , risinhos e coemtários sugestivos, as travas fazem disso piadas,risadas, e balançar de cabelo.
Mas nessa noite foi diferente.O ônibus tinha lugar vazio. Três belas travas, arrumadíssimas, risonhas, e abusadas entraram no ônibus e nao se sentaram.Se mantiveram as três de pé, curtindoo vento no cabelo. O desconforto dos passageiros ,como sempre intensos, um acordo moral de repovacao pairava covardemente no ar.
Tentei amenizar a situaçao imaginando que não sentariam por opção, ateh quma delas encostou-se claramente dando sinais de cançaso do equilíbrio do salto no ônibus.
Fiquei muito incomodada com a situação quando me dei conta que elas não sentariam. nos 15 minutos de viajem pensei e entendi que era como se fosse um contrato social dos passeiros “legítimos” e as passageiras abjetos.
Os passageiros “normais” determinavam em seus olhares que sentar já era demais.As travas entenderam a mensagem,não sentaram,mas sambaram...espalhafatosas,fechativas, lindérrimas...com sueus trajes curtos provocaram, riram,subverteram, fizem seu espetáculo de pé.
Eu ,até compreender todo processo, fiquei a observar apavorada com o contrato velado entre os usuários ditos “normais” e encantada com a forma que mesmo num espaço extremamente opressor e que lhes é de direito as moças sambaram em cima da situação.
Elas seguiram pra sua lida de trabalho ...e eu reflexiva pensando que presencicei somente esse episódio....e comecei a pensar que essas travas indo ao médico,as farmácias,ao mercado,comprando roupas....e que esse processo foi resignificado por elas como uma micropolitica capaz de lhes garantir o acesso ao mundo, mesmo através de sua própria caricatura e pela via do humor.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Calmaria
As crises vem para nos fazer crescer? n sei, mas parece que passou.
Já consigo respirar sem dor. Nao sei por quanto , e sinceremente, nao quero saber, tenho tentado me desapegar o máximo possivel desses sentimentos e pensamentos de insegurança,pq segurança é uma cretina de uma ilusão.
Agora vivo um final de ano feliz.Calmo, com luz no caminho.
Minha ultima mexida foi na espiritualidade.
Fui no terreiro e a mãe jogou para mim...me senti tão bem....e a mae me descreve:
Ogum na cabeça
Oxum dos dois lados
Oxalá no meu caminho,fundamento fortissimo.
Me disse tanta coisa linda e ao mesmo tempo coisas pra me alertar.
ADOREI.
Experiência incrivel.
PS.: Saudade de meu povinho de Santa Maria.
Já consigo respirar sem dor. Nao sei por quanto , e sinceremente, nao quero saber, tenho tentado me desapegar o máximo possivel desses sentimentos e pensamentos de insegurança,pq segurança é uma cretina de uma ilusão.
Agora vivo um final de ano feliz.Calmo, com luz no caminho.
Minha ultima mexida foi na espiritualidade.
Fui no terreiro e a mãe jogou para mim...me senti tão bem....e a mae me descreve:
Ogum na cabeça
Oxum dos dois lados
Oxalá no meu caminho,fundamento fortissimo.
Me disse tanta coisa linda e ao mesmo tempo coisas pra me alertar.
ADOREI.
Experiência incrivel.
PS.: Saudade de meu povinho de Santa Maria.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
castelo de areia
...e de repente me vejo onde sempre soube que estaria. Estou zonza epensnado muitaas coisas.Principalemne no quanto estou indo muito rapido nas minhas novas convicções.hj mesmo falava com um amigo sobre autpo conhecimento e agora estou aqui nessa situaçao,em que me coloquei.
Sofro muito,porque estou certa.Sempre estive.E nao queria estar.Queria muito que a vida tivesse me surpreendido eme mostrado que pode ser possivel.Dói muito.Demais tudo.
EU não sei exatamente como agir agora,sei que preciso fazer alguma coisa por mim e por nós.Preciso pensar num jeito de reconstruir esse pedaço devida,esse opesaço de sonho,meu coracao tapartido esaber que as coisas estao desse jeito e que isso era tao previsivel é motivo demuitas lagrimas.Acho que hoje umas coisas em mim doeram mais, outras coisas que se desmoronamra.O silèncio que confirma tudo, as consequencias das escolhas.
O que fazer diante dessas coisas todas?
Como faço para olhar pra frente se nao consigo se quer olhar para o lado?
Que artigo vou artigo vou conseguir produzir?
Que pesquisa vou levar adiante? De que adiantou tudo isso entao?
Eu queria que as coisas fossem mais simples,e que fossemos felizes assim.
Eu queria tanto ....
Sofro muito,porque estou certa.Sempre estive.E nao queria estar.Queria muito que a vida tivesse me surpreendido eme mostrado que pode ser possivel.Dói muito.Demais tudo.
EU não sei exatamente como agir agora,sei que preciso fazer alguma coisa por mim e por nós.Preciso pensar num jeito de reconstruir esse pedaço devida,esse opesaço de sonho,meu coracao tapartido esaber que as coisas estao desse jeito e que isso era tao previsivel é motivo demuitas lagrimas.Acho que hoje umas coisas em mim doeram mais, outras coisas que se desmoronamra.O silèncio que confirma tudo, as consequencias das escolhas.
O que fazer diante dessas coisas todas?
Como faço para olhar pra frente se nao consigo se quer olhar para o lado?
Que artigo vou artigo vou conseguir produzir?
Que pesquisa vou levar adiante? De que adiantou tudo isso entao?
Eu queria que as coisas fossem mais simples,e que fossemos felizes assim.
Eu queria tanto ....
Monogamia?
Entrevista da Marie Clair com a Rede de Relações Livres . Muito boa.
"A monogamia já era"
Entrevista completa de Regina Navarro Lins para a
Revista Marie Claire deste mês.
Em dezembro sairá a entrevista
com a Rede Relações Livres.
.
MC - Então a monogamia está com os dias contados, é isso?
RNL - É evidente que eu estou falando de tendências de comportamento, não de mudanças em curto prazo. Hoje, a maioria dos casais pode me achar louca de afirmar que o casamento monogâmico já era. Mas há, no mundo todo, sinais que mostram que casais mais liberais tendem a ser mais felizes. A revista do New York Times deu recentemente a seguinte capa: “Infidelity keeps us together” (A infidelidade nos mantém juntos) . É um exemplo disso.
MC - E por que isso nos faria mais felizes?
RNL - Nada é garantia de nada. Mas já sabemos que esse modelo que inventamos não deixa as pessoas felizes. Quem casa e opta por se reprimir em respeito ao outro pode pagar um preço muito alto. Você pode até controlar o seu desejo, mas ele vai continuar existindo em algum lugar. Daí, anos depois, você descobre que seu marido não fez o mesmo. Pronto, seu mundo caiu. Agora me diga, com toda a sinceridade: por que quando uma pessoa se casa não pode transar com outra? Historicamente, eu sei que era porque o homem não queria que sua herança fosse de outra pessoa. Mas, fisiologicamente, isso não faz sentido. Está mentindo quem diz que nunca teve tesão por outro além do marido. E mais, sexo é feito bateria de carro: se você não usa, descarrega. Por isso, o casamento monogâmico é o relacionamento no qual menos se faz sexo.
MC - É possível amar duas pessoas ao mesmo tempo?
RNL - Sim. O que gera sofrimento não é a traição, mas a crença no pacto de exclusividade. E o pior é que a maioria dos meus colegas não vê isso. São um bando de caretas, sabia? Todos, sem exceção, justificam a traição dizendo que o casamento vai mal ou que o amor acabou ou porque um deles quer se afirmar. Gente, não é nada disso! As pessoas têm relação extraconjugal porque variar é bom, não porque o amor acabou! Isso vai completamente na contramão do que se busca hoje: a individualidade. As pessoas querem se testar, se conhecer, perceber seus limites. É por isso que o amor romântico tende a acabar, por pregar o fim da individualidade por respeito ao outro.
MC - Que outros sinais mostram que essa mudança já começou?
RNL - É só ver a quantidade de casas de suingue que tem por aí, mulheres traindo e assumindo casos, buscando sua felicidade sem se colocar como subestimada. E não são mais pessoas procurando salvar relações falidas. São jovens que vão atrás de prazer e ponto. São tendências que apontam a mudança de mentalidade. Cada vez menos pessoas vão querer se fechar numa relação a dois e optar por relacionamentos mais soltos. Se bobear, minha tataraneta (ela tem uma neta de 15 anos) vai dizer: “Gente, tadinha da minha tataravó, precisava ter um parceiro só para tudo” (risos).
MC - O que você está propondo é uma espécie de poliamor?
RNL - De certa forma, sim. O poliamor implica ter relações sexuais e afetivas com pessoas diferentes. É assim: eu amo meu marido e transo com ele, mas também posso transar com outras pessoas, ir com elas ao cinema, viajar. Fazer o que quiser, com quem quiser, sem obrigação de exclusividade. Eles não amam com o sentimento de posse sobre o outro, por isso não sentem ciúme. Para eles, o ciúme está ligado ao medo da perda.
MC - Mas esse amor livre não poderia facilitar o abandono, aumentar a possibilidade da perda? Ou não seria uma forma de se proteger contra ela?
RNL - Mas nesse tipo de relação livre não existe a possibilidade de ser trocado, porque as pessoas não precisam escolher. Veja, muitas pessoas são abandonadas, certo? Aposto que 100% delas viviam uma relação supostamente monogâmica. Ou seja, uma relação fechada não é garantia de que você nunca será abandonado. A vida toda nós fomos instruídos a dirigir nossa energia amorosa e sexual para uma pessoa só e é nisso que a gente se apega. Daí, se isso não dá certo, sofremos horrores. Sentimo-nos abandonados, jogados às traças. Mas, na verdade, o abandono acontece já nos primeiros segundos de vida. No momento em que saímos do útero da mãe, já vivemos o sentimento de falta. Aquele conforto e segurança, não teremos nunca mais. Por isso, crescemos tentando reeditar o que tínhamos no útero. E, com essa n ossa cultura, a coisa fica ainda pior. Em vez de ensinar o ser humano a viver sozinho, a sociedade prega que é preciso achar alguém que o complete, sua alma gêmea. Isso é a ilusão do amor romântico.
MC - Você acha que daqui a 40 ou 50 anos os casais monogâmicos serão minoria? Sofrerão preconceito?
RNL - O que eu espero é que haja espaço para tudo, sem preconceitos. Não seria certo que a regra fosse “agora todo mundo vai ter de transar com todo mundo” e que os casais que optaram pela monogamia ficassem excluídos. O importante é que cada pessoa escolha sua forma de viver e não reproduza um modelo por inércia nem medo de sofrer preconceito.
MC - A internet ajudou a acelerar essas transformações?
RNL - Sem dúvida. Ali, tudo é permitido. Quando criaram os primeiros chats, eu fiquei louca para saber como era o sexo on-line. Em 1998, por pura curiosidade antropológica, passei alguns dias fazendo sexo virtual. Queria muito saber se era possível sentir prazer com uma pessoa a distância, e hoje sei que é. E eu não me masturbava, viu? Não conseguia digitar e me tocar ao mesmo tempo, mas quando acabava a transa me sentia exausta, satisfeita mesmo. Foi uma experiência muito legal.
MC - Você já fingiu orgasmo?
RNL - Ah, já. Há muito tempo. Devia ter uns 20 anos quando fiz isso pela última vez. Era uma garota ansiosa como tantas outras. Mas acho isso horrível. Sempre digo para minhas pacientes não fingirem, senão elas vão viciar o homem em um modelo errado, acostumá-lo a achar que orgasmo é algo fácil e corriqueiro. E não é! É uma maravilha que custa para ser alcançada. Isso está diretamente ligado à autoestima. A mulher que gosta de si não tem problemas em fazer o homem trabalhar mais e melhor para fazê-la gozar. Agora, a que sofre de baixa autoestima se sente constrangida e finge para acabar logo com isso...
MC - Quando garota, você não sonhava com o príncipe encantado?
RNL - Não. E minha irmã dizia que eu tinha alma de homem, porque criticava o fato de ela ficar esperando o príncipe dela.
MC - Feministas mais radicais não gostam que os homens paguem a conta. É o seu caso?
RNL - Hoje eu pago, amanhã ele paga e depois dividimos. Prefiro assim. Cansei de ouvir mulher dizendo: “Ah, só me faltava essa: pagar motel!” ou “Não me incomodo de dividir restaurante, cinema, mas motel quem paga é ele”. Isso me revolta. Se os dois vão ter prazer, não há qualquer problema em dividir a conta. A mulher não é uma prostituta que está ali para servi-lo e por isso cabe a ele pagar por tudo.
MC - Mas e se o homem quiser pagar? Qual o problema?
RNL - A questão que eu quero colocar é chega de que “homem deve pagar a conta do motel simplesmente por ser homem”. As mulheres querem os benefícios da liberação feminina — tipo casar dez vezes, transar na primeira noite, ganhar bem —, mas não querem o ônus. Se os direitos são iguais, são iguais também os deveres. Isso é puro machismo! Não conheço homens que sustentem a mulher e não usem isso contra ela. O dinheiro confere poder, faz com que a gente se sinta superior. Tanto que eu, se só tivesse duas opções, sustentar ou ser sustentada, ficaria com a primeira. Deus me livre ter de pedir dinheiro para comprar minhas coisas (risos).
MC - Condena o cavalheirismo?
RNL - Não, mas sei que ele é uma herança da cultura patriarcal da Idade Média que se disfarça de gentileza para atestar a força masculina e a fragilidade feminina. Gentileza é uma via de mão dupla. A mulher também pode mandar flores, assim como o homem pode ser gentil cozinhando. É tudo convenção. Que tipo de homem deseja proteger uma mulher? Certamente não um que a veja como uma igual, mas aquele que se sente superior a ela.
MC - Por isso o homem está em crise?
RNL - Sem dúvida. Para os que não se libertaram do mito da masculinidade (ou seja, a maioria), as mulheres que combatem o cavalheirismo são uma afronta. Eles se sentem ameaçados, pois não conhecem outro papel senão o de guardiões, protetores. Para eles, essa mudança é muito nova. No século 19, o marido tinha o direito de bater na mulher com uma vara do tamanho do seu antebraço e da grossura do seu dedo médio. Parece piada, mas é verdade! Depois me perguntam se eu sou feminista. E dá para não ser? Só não é feminista quem quer continuar vendo a mulher ser oprimida.
MC - A febre dos sex shops mudou o padrão dos relacionamentos?
RNL - Não. Mas deveria. As mulheres, principais frequentadoras de butiques eróticas, ainda ficam tímidas. Compram, no máximo, pequenos artigos para se masturbar. Não para transar junto com o parceiro, porque os homens entram em competição e acham uma ofensa. Chega disso, gente (grita)! Temos de combater o preconceito pelo menos na hora da transa. O sexo com o parceiro e o vibrador ao mesmo tempo é fisiologicamente imbatível. Enquanto o parceiro cuida da penetração, o vibrador estimula o clitóris e o orgasmo é duplo, mil vezes mais intenso. Incomparavelmente melhor.
MC - Você e o Flávio usam? Isso não é um problema para ele?
RNL - Usamos, claro. O Flávio é superbem resolvido. Uma vez fomos à Praia da Pipa e, quando me dei conta de que tinha esquecido o vibrador, peguei um táxi e rodei Fortaleza inteira atrás de um sex shop. Comprei um novo, grandão. Para que vou me conformar com um orgasmo simples se posso ter um duplo?
MC - O que é mais comum: que a pessoa sofra porque foi traída ou que ela sofra porque, depois de traída, foi abandonada?
RNL - As pessoas morrem de medo do abandono, e o problema é justamente relacionar isso à traição. Uma coisa não tem a ver com a outra.
MC - Nesse caso, estamos falando da traição simplesmente sexual. E quando ela é emocional, quando existe um envolvimento amoroso?
RNL - Não usaria a palavra traição em nenhum desses casos. É pejorativo demais! Trair, para mim, é alguém estar comigo por algum interesse e não por amor. Relação extraconjugal não é traição, é a coisa mais banal que existe. As pessoas deveriam se preocupar em responder a duas perguntas: 1) me sinto amada?; 2) me sinto desejada? Se a resposta for sim para as duas, tenho certeza de que está tudo bem na relação. No fundo, isso é o que importa.
MC - E se a resposta for não?
RNL - Aí a questão não é ter ciúme ou ser traída. É se vale a pena continuar numa relação mesmo sem ser amada. Na minha opinião, quem não se sente amado deve partir para outra. Isso é vida. Tem pessoas infelicíssimas dentro do casamento, se agarrando como náufragos um na perna do outro só para não ficar só. Isso é uma fantasia.
domingo, 6 de novembro de 2011
Doce novembro.
Aaaahhhh...Doce novembro.Chegando com tudo.Hj estou fazendo a lembrança do 8o. aniversário da minha filha. Muitas coisas transpassam esse tema,e muitos sentimentos se difundem e me confundem.Parece ter sido ontem quando lembro de mim parindo.Parece ter sido em outra vida quando olho para o pai dela.Uma das coisas mais esquisitas pra mim é isso.Tentar pensar que em algum momento aquela pessoa fez parte de mim a ponto de fazermos uma filha.
Minha filha é linda eme sinto culpada por não me sentir ser a mãe melhor que poderia ser.Uma coisa boa é que sei que toda mae sente isso, principalmente quando não se tem só um filho, outra coisa q me faz menos culpada é saber que essa culpa vem embutida no discurso hegemonico sobre o drama romantico materno, do qual não participo, não me enquadro e nem compactua na difusão.
Mas o assunto aqui é o tempo.
Tempo que me voa e se esvoa em mim.
Já já meu tempo será outro, meus sentimentos serão outros e meus filhos estão crescido,medando outros tipos de traballho.
Em fim novembro eh lindo, que dmore dezembro...pq o natal me enoja..
Minha filha é linda eme sinto culpada por não me sentir ser a mãe melhor que poderia ser.Uma coisa boa é que sei que toda mae sente isso, principalmente quando não se tem só um filho, outra coisa q me faz menos culpada é saber que essa culpa vem embutida no discurso hegemonico sobre o drama romantico materno, do qual não participo, não me enquadro e nem compactua na difusão.
Mas o assunto aqui é o tempo.
Tempo que me voa e se esvoa em mim.
Já já meu tempo será outro, meus sentimentos serão outros e meus filhos estão crescido,medando outros tipos de traballho.
Em fim novembro eh lindo, que dmore dezembro...pq o natal me enoja..
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