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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

do livro mais lindo, da história mais linda, que já li

"Queria muito esperar você estar aqui, mas não consigo, sou muito impaciente para tanto tempo e também sou melhor na escrita. Como eu disse, eu queria pedir você em casamento, porém milhares de coisas chatas existem entre nós para se efetivar meu desejo. Contudo, você mesma disse, a gente casa por aqui, de coração. Então pensei que eu não poderia pedir você em casamento sem pronunciar a verdade do coração. Você é tão maravilhosa, tão doce, tão linda, tão sensível e tão decidida, que meu coração já está em sua posse há tempos, mas sou ritualístico, então preciso dizer - escrever porque não posso dizer online - aquilo que você já sabe, mas eu devo honrá-la pronunciando. E a melhor definição veio do filme Don Juan de Marco, nesta frase: 

Só há quatro perguntas que valem na vida: O que é sagrado? De que é feito o espírito? Pelo que vale a pena viver? E pelo que vale a pena morrer? A resposta a todas elas é a mesma: Somente o Amor.
Então meu amor, quero que saiba que a amo pq és sagrada para mim, pq meu espírito é feito de meu amor por você, minha vida só vale pq você existe e sem dúvida alguma, morreria em sua defesa.
Por isso, pergunto: você aceita casar-se comigo? "

E se casaram numa manhã de sol, ao som de Sete Cidades.



sexta-feira, 20 de setembro de 2013

"Tão lésbica que parece homem": a emergência dos homens trans no Brasil

saiu texto meu no IBahia! 

"Ouvi essa frase do título de uma conhecida que estava se referindo a uma criança que, desde pequena, tinha “características de menino” e que cresceu e “virou” “tão lésbica que parecia homem”.
Esse parecer homem pressupõe uma série de atributos que não deveria ser acessado por um corpo lido socialmente como de uma “mulher”. Talvez o que essa conhecida não saiba é que ela pode estar falando de um homem trans. (Quero ressaltar aqui o pode)."


Ler completo aqui

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Ufa. Menos desgosto, mais amor.

Aprender a jogar com o tempo é fundamental pra minha sobrevivência. Hoje, eu preciso comemorar a chegada de setembro. Agosto foi o mês mais longo do ano. Como sempre é; que tipo de inferno domina esse mês? Logico que eu to falando de mim. Ele sempre me maltrata. Tenho coisas boas pra falar que aconteceram? Sim. Ganhei um presente, lindo, que eu não posso pegar. Rs. Agosto.
Agosto roubou minha bolsa e vai marcar minha vida por anos e anos até q eu consiga transformar dor em saudade.
Que venha setembro, florecer meu coração, ajudar o tempo passar. Depois de setembro chega o Natal, depois do Natal começa minha felicidade. Entre o setembro e Natal preciso resolver umas coisas, preciso pegar um avião, preciso acalmar meu coração. 
Tenho sentido muita saudade do sul. Muita. Queria muito que essa distancia fosse menor. Hoje, domingo, eu daria ma boa parte de mim para sentar, frio, no quintal da minha amiga, no pé no morro, ouvindo vento e tomando chimarrão. Ela ia demorar de dar aquela risada que amo, pq o tempo transformou isso tb, a risada da minha amiga. E assim estou nessa eterna negociação.
Meu plano pra imediatamente é entrar numa garrafa de tequila e me afogar lá dento até afogar todas as minhas mágoas;





terça-feira, 27 de agosto de 2013

sábado, 24 de agosto de 2013

meu amigo, meu amor

Façamos o necessário para que as lembranças sejam as melhores depois do último suspiro. Vamos abraçar, dizer que ama, sorrir e olhar com toda sinceridade (quando houver) ainda hoje. Amanhã não é tarde, é apenas longe do toque. - Últimos dizeres do meu amigo.

Dia 19 de agosto de 2013, virou um dia marcado pela perda, dor e despedida. Ás 21 horas recebo a ligação de meu orientador, cumprindo sua função de paternalista, anunciando cuidadosamente a morte de meu amigo Claudionor. Ele sabia o que aquilo significaria para mim, foi nosso professor e é hj meu grande amigo. Acompanhou nosso grude, nossos trabalhos, nosso carinho e admiração um pelo outro. Éramos sombras um do outro. Muita gente achava que éramos casados. E de certa forma, éramos.
Ele se despediu de mim.
 Foi meu primeiro e mais forte vinculo dentro da universidade há 4 anos atrás. E foi amor a primeira vista. Eu lembro exatamente a primeira frase que trocamos numa aula de Estudos das Culturas. E ele cheio de sarcasmos me fez sorrir e identificar ali muita coisa em comum a mim.A partir dali foram 3 anos de grude, de amor e cumplicidade. Ele sabia tudo da minha vida, reconhecia minha energia, meu estado de espírito, meus problemas e minhas soluções. A gente ia ter um filho. meu amigo era gay, e dizia que ia ser Dr. da Ufba pra poder ter um filho comigo , pq ele achava que meus filhos eram os mais lindos do mundo e que seria uma boa mãe pra o filho dele. Maior prova de amor que isso? No nosso ultimo encontro ele já tratou de borrar isso e disse que aquela altura da vida já tinha desisitido de ter filho, pq o mundo não ta pra brincadeira. Foi uma forma linda dele matar nossa “brincadeira” e nosso sonho, antes dele morrer.
Ele pensou em TUDO.
Meu amigo. Foi embora. Pra sempre. E mais uma vez eu tô nessa vida lamentando... "se eu soubesse disso teria feito mais".
Porque ele não me contou nada? Porque ele viveu isso sozinho? Racionalmente eu sei, eu sei que ele queria nos poupar, nos proteger. Porque ele me olhava sabendo que ia morrer , e ria minimizando sua própria dor? Eu senti muita raiva dele, me senti traída. Mas eu tenho direito de sentir isso? Eu não sei. Sei que estou a cada segundo vendo meu amigo paradinho na minha frente, andando dentro da minha casa, fazendo graça da vida. Sua voz não sai da minha cabeça ele passa o dia me falando coisas. E eu vou ter que me conformar com sua ausência em minha vida. Vou ter que sentir essa dor. Vou ter que me acostumar em esperar ele aparecer de alguma forma nos meus sonhos, a passar dias imaginando como foram seus ultimos momentos, sem mim..... E principalmente tentar tirar da minha cabeça a imagem dele dentro daquele caixão, com aquela cor sem vida, sem seu brilho.
Nossa trajetória foi linda, o carinho que tínhamos um pelo outro era de outra vida. 
A sensação de que nunca mais vou ver ele , que nunca vai ele vai me atender  dizendo: "ta onde kenga?" , ou vai replicar minhas brincadeiras "ahhh vadia!!" , ou vai falar de seus planos com aquele cuidado em concordar as frases perfeitamente.  E não vou conseguir ir no PAF III tão cedo... receber perguntas e consolos sobre a perda de meu amigo...e ir em Letras sem ele tomar café sem açúcar.
Ele me ensinou a rir de mim mesmo,e  eu ensinei a ele a não rir dos outros, e isso nos custou muitas risadas, conversas e descobertas. 
Ele fez tudo que quis. Ele planejou como seriam seus últimos dias. Ele levou a paz que achava necessário para sua família conseguir sentir menos dor em seu ultimo suspiro. 
O enterro foi dor e dor. Ver meu amigo ali era um pesadelo da pior especie. Ter que ser forte é muito ruim, a vontade era abrir aquele caixão e gritar com ele: SAIA DAI AGORA,DEIXE DE PALHAÇADA! Numa espécie de loucura , eu tentava ver algum tipo de respiração, naquela roupa que não tinha nada a ver com ele, mas aquele peito que tantas vezes me acolheu não se mexia. Não tinha jeito. Meu amigo tava morto, e eu tinha que lidar com isso.
Fomos pra casa da mãe dele depois de sepultá-lo. Acho que fizemos algum bem aquela senhora que numa tentativa muito generosa de nos agradecer nos encheu de sacola de frutas, e eu, com melancolia tomando conta de mim, só pensava em coisas do tipo: Vou plantar essas sementes no meu jardim. Meu amigo deve ta me vendo na casa dele, com a mãezinha dele. Foi aqui que ele viveu os últimos dias sãos.

Eu acho que ainda vou passar dias como estou: pensando nele, ouvindo ele, sentindo o cheiro dele, tentando captar seu ultimo sorriso, suas ultimas palavras comigo, tentando entender a forma que achou de se despedir de mim, imaginando onde ele está, pensando como viver sem ele na minha vida, com medo de perder algum outro amigo, e com a expectativa que ele me procure nos meus sonhos e venha dar o abraço que não me deu antes de partir.  E vou respeitar isso, acho que devo mesmo viver esse luto assim, e deixar meu coração sangrar até sarar. E ainda vou chorar a cada e-mail que receber de gente que sabe do nosso amor e imagina a minha dor.

A paulada foi forte e eu tenho certeza que toda vez q eu tocar nisso vou sentir alguma forma de dor, o que eu preciso é saber conviver com ela.

Eu te amo meu amigo, e vou morrer de saudade .  



Uma música, para celebrar a dor de viver e de morrer, tenho certeza que você onde estiver está de meu lado. 

Sou Parsifal


Ninguém vai me dizer o que sentir
Meu coração está desperto
É sereno nosso amor e santo este lugar
Dos tempos de tristeza tive o tanto que era bom
Eu tive o teu veneno
E o sopro leve do luar
Porque foi calma a tempestade
E tua lembrança, a estrela a me guiar
Da alfazema fiz um bordado
Vem, meu amor, é hora de acordar
Tenho anis
Tenho hortelã
Tenho um cesto de flores
Eu tenho um jardim e uma canção
Vivo feliz, tenho amor
Eu tenho um desejo e um coração
Tenho coragem e sei quem eu sou
Eu tenho um segredo e uma oração
Vê que a minha força é quase santa
Como foi santo o meu penar
Pecado é provocar desejo
E depois renunciar
Estive cansado
Meu orgulho me deixou cansado
Meu egoísmo me deixou cansado
Minha vaidade me deixou cansado
Não falo pelos outros
Só falo por mim
Ninguém vai me dizer o que sentir
Tenho jasmim tenho hortelã
Eu tenho um anjo, eu tenho uma irmã
Com a saudade teci uma prece
E preparei erva-cidreira no café da manhã
Ninguém vai me dizer o que sentir
E eu vou cantar uma canção p'rá mim

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Relicário


É uma índia com colar
A tarde linda que não quer se pôr
Dançam as ilhas sobre o mar
Sua cartilha tem o A de que cor?
O que está acontecendo?
O mundo está ao contrário e ninguém reparou
O que está acontecendo?
Eu estava em paz quando você chegou
E são dois cílios em pleno ar
Atrás do filho vem o pai e o avô
Como um gatilho sem disparar
Você invade mais um lugar
Onde eu não vou
O que você está fazendo?
Milhões de vasos sem nenhuma flor
O que você está fazendo?
Um relicário imenso deste amor
Corre a lua porque longe vai?
Sobe o dia tão vertical
O horizonte anuncia com o seu vitral
Que eu trocaria a eternidade por esta noite
Por que está amanhecendo?
Peço o contrario, ver o sol se por
Por que está amanhecendo?
Se não vou beijar seus lábios quando você se for
Quem nesse mundo faz o que há durar
Pura semente dura: o futuro amor
Eu sou a chuva pra você secar
Pelo zunido das suas asas você me falou
O que você está dizendo?
Milhões de frases sem nenhuma cor, ôôôô
O que você está dizendo?
Um relicário imenso deste amor
O que você está dizendo?
O que você está fazendo?
Por que que está fazendo assim?
Desde que você chegou
O meu coração se abriu,
Hoje eu sinto mais calor
E não sinto nem mais frio,
E o que os olhos não vêm
O coração pressente,
Mesmo na saudade
Você não está ausente
E em cada beijo seu
E em cada estrela do céu
E em cada flor no campo
E em cada letra no papel
Que cor terão seus olhos
E a luz dos seu cabelo
Só sei que vou chamá-lo
De Esmael, Esmael

domingo, 18 de agosto de 2013

Sobre Natal, Desfazer gênero, coração, alma, e TRANSformar o mundo...

a começar pelo meu.

Voltei. Como sempre TRANlloucada, TRANSviada. É tanta coisa pra se pensar. A humanidade pode ser um grande cisco.

A viagem foi toda perfeita. poderia ter dado tudo errado,  podíamos ter morrido na estrada, podia alguém ter adoecido, as mesas poderiam ter sido uma merda, podia ter chovido sem parar. Mas, não. Foi perfeito.
Natal me mostrou o que não conseguiu me mostrar da outra vez que fui lá. E fiquei muito feliz com que vi.

O evento Desfazendo gênero, cumpriu com sua tentativa de transuniversalizar a  academia. Logico que ainda em escala e discursos a desejar, mas foi uma iniciativa louvável.

Meu coração se encheu de alegrias com os presentes da vez. E sempre tenho um mais precioso.....<3 nbsp="" p="">Revi as pessoas do meu coração, como sempre muito bom, e fiz vínculos que chamo de "para sempre". A diversão
foi garantida, as longas horas de conversa chegaram a uma noite inteira, e pela primeira, talvez, não tenha faltado nada a fazer. O que ficou era pra ter ficado,e tudo se resolve num bate-papo no meio da tarde - em tela.

Ainda to exausta,
meu coração ainda ouve vozes,
legião urbana voltou com tudo
e eu estou
desfeita
por alguns
dias
e que
os
próximos
cheguem
logo

Para me re+fragmentar:


Se fosse só sentir saudade

Mas tem sempre algo mais

Seja como for
É uma dor que dói no peito
Pode rir agora
Que estou sozinho
Mas não venha me roubar...

[..]
Senti teu coração perfeito

Batendo à toa e isso dói
Seja como for
É uma dor que dói no peito
Pode rir agora
Que estou sozinho
Mas não venha me roubar
Uh! Uh! Uh! Uh!...

Vai ver que não é nada disso
Vai ver que já não sei quem sou
Vai ver que nunca fui o mesmo
A culpa é toda sua e nunca foi...

Mesmo se as estrelas

Começassem a cair
A luz queimasse tudo ao redor
E fosse o fim chegando cedo
Você visse o nosso corpo
Em chamas!
Deixa, pra lá...

Quando as estrelas
Começarem a cair
Me diz, me diz
Pr'onde é
Que a gente vai fugir?






domingo, 28 de julho de 2013

Em tempos de populismo cristão, defender Estado laico é opressão.

De saco cheio da cara desse papa. Indignada com o número de pessoas acríticas. Cheia desse mundo. Mas não nem perto de desistir dele. E nem desse blog, ando sumida. Fato. Mas as coisas de tempo esse ano só pioraram. Ta Punk. O CuS me sugando. E eu adoro.... mas não é só ele que me usa.... na verdade eu queria que só ele me usasse.
Coisas boas que andam acontecendo... finalmente me sinto envolvida pelo curso de Serviço Social. Isso me deixa feliz, pq se eu conseguir terminar esse curso acho que posso ser um bom instrumento transforma-dor.

O Cus, tem passado por um momento de dar grandes passos, isso pode me garantir uma feliz possibilidade de trabalhar com que gosto e viver disso.

Tenho sentido muita saudade e quando eu fico assim minha vida fica um caos. Tenho tentado racionalizar isso.

Meus filhos estão ótimos, tenho ficado demasiadamente apaixonada pelo meu filho, ele é um perigo de tão sedutor.... Duda é outra que me tira o ar.... que menina pra frente.... não sei a quem puxou rsrsrsrs.

Cansada da escola... o tempo precisa passar rápido... muito enjoada daquilo. muito muito muito.

Doida por 2014 já. Em maio vou pro Sul <3 feliz="" p="">
Adoro Micá. Beijo seu fofo que me lê :D
 

sábado, 29 de junho de 2013

Para o fim de maio.

As Palavras

Vanessa da Mata

As palavras saem quase sem querer,
Rezam por nós dois.
Tome conta do que vai dizer.
Elas estão dentro dos meus olhos
Da minha boca, dos meus ombros
Se quiser ouvir
É fácil perceber
Não me acerte
Não me cerque
Me dê absolvição
Faça luz onde há involução
Escolha os versos para ser meu bem e não ser meu mal
Reabilite o meu coração
Tentei
Rasguei sua alma e pus no fogo
Não assoprei
Não relutei
Os buracos que eu cavei
Não quis rever
Mas o amargo delas resvalou em mim
Não me deu direito de viver em paz
Estou aqui para te pedir perdão
Não me acerte
Não me cerque
Me dê absolvição
Faça luz onde há involução
Escolha os versos para ser meu bem e não ser meu mal
Reabilite o meu coração
As palavras fogem
Se você deixar
O impacto é grande demais
Cidades inteiras nascem a partir daí
Violentam, enlouquecem ou me fazem dormir
Adoecem, curam ou me dão limites
Vá com carinho no que vai dizer
Não me acerte
Não me cerque
Me dê absolvição
Faça luz onde há involução
Escolha os versos para ser meu bem e não ser meu mal
Reabilite o meu coração

Maio termina dia 30 de junho.

é, outro dia contava os segundos pra maio chegar com todas suas possibilidade. Ele chegou, demorou dois meses e se foi. Como sempre, diferente e longe de ser o que eu esperava. nem melhor, nem pior, só diferente.

Esses dias tem sido intenso demais, muita coisa pra resolver. Odeio muito burocracias. Fui resolver o negocio da minha bolsa PIBIC, ainda bem que é só uma vez por ano. Afff negocinho mais burro esses sistemas da UFBA viu? 

Ontem my love viajou, a cama vazia dá espaço pra muitas coisas, principalmente para saber o quão bom é ter ela preenchida com ele. Ainda bem que meu pitoco ocupa metade do espaço vazio pra eu não morrer de saudade. Outra coisa muito forte que acontece é saber que estou no lugar errado, a única coisa que me faz ficar aqui é ele. Odeio essa casa, esse cheiro, esses móveis, essas regras, nada disso me pertence em nenhum sentido e nem consigo me sentir mal por isso, não gosto do que ela representa pra mim, não gosto da distancia que me promove do mundo que eu amo, não gosto, não gosto, não gosto.  Sou muito grata a ela, mas estou num ponto de querer sumir. E com ele longe ainda... fica mais difícil ainda. Lógico que tenho momentos felizes aqui, mas são todos com ele. sem ele fica um ambiente completamente hostil pra mim. O que eu queria que não acontecesse se aproxima cada dia mais, a mãe dele que uma pessoa que eu por obrigação tinha que ter muito carinho e gratidão está virando uma das pessoas mais detestáveis pra mim, em nada combinamos, e cada dia sei que quero distancia, as coisas que ela revela , principalmente na ausência de bê, são pra mim agressivas demais e os níveis de raiva estão aumentando , daqui uns dias tenho medo de explodir. Quem sabe assim a situação se resolva né? Acredito que desse ano não passe. 

Será que um dia sentirei saudade disso? Acho que sim, mas muito mais alívio do que saudade.


As coisas no Brasil estão nebulosas, ainda acho cedo para fazer uma análise, mas pressinto que momentos políticos mais díficeis ainda virão. Vamo que vamo! 

Que venha agosto, com muito gosto.





quarta-feira, 19 de junho de 2013

Convulsão generalizada - BRASIL!

Aí minha gente, esperava voltar de João Pessoa e escrever sobre minha ida ao Io. Encontro de Homens Trans do Norte e Nordeste , só que diante dos últimos fatos, venho aqui adiar isso.
 
Ainda lá soube de rumores de que algo grandioso estava para acontecer neste país.
 
É muito mais do que 20 centavos. Mas é também por isso. Já cheguei na luta , já na segunda-feira fui ao encontro dos ativista de Salvador , e confeccionei cartazes e fui pra manifestação , arrepiada do inicio ao fim, tenho muita coisa pra escrever , mas não tenho tempo, acreditem não tem tempo. Estou vivendo um momento histórico e a cada segundo , enquanto militante-acadêmica-cidadã estou colaborando de alguma forma com o movimento. Por isso, volto assim que conseguir uma brecha. Minha prioridade de vida até então está sendo isso. Amanhã estou indo  a luta para o terceiro ato do passe livre em Salvador, esse vai ser muito gigante e diferente dos últimos , desconfio que não será pacifico, tentaremos nos aproximar do raio de isolamento imposto pela FIFA, aí já sabem né? Madeira.
 
Estou muito eufórica com tudo isso, talvez eu esteja vivenciando a revolução que tanto sonhei, aquela que tanta gente  chamou de utópica. Para isso acontecer, só falta a comunidade descer, a periferia ocupar junto coma  classe media esses espaços de confronto e debate.
 
Deixo registrado o gostinho do que venho sentido na alma, a cada encontro, reunião e manifesto.
 
Tá lindo meu BRASILLLL!!!!

Eu, na oficina de cartazes , 18.06. Praça do Iguatemi - Pré-Manifestação

 
Salvador , manifesto pacifico e gigante.

terça-feira, 11 de junho de 2013

na porta do avião

eu, em dois dias.

Lá, de novo. feliz. Muitas coisas estranhas ,boas e loucas. Matei um gato, ganhei uma bolsa pibic, voltado pra jampa. eita João Pessoa ....

Só não quero falar sobre o gato morto. Muito triste, me sentindo o pior dos seres humanos, matar um gato era a ultima coisa que eu pensei ser capaz de fazer. Tou arrasada. Mas é sempre assim, antes de eu ir me desligar do mundo eu sempre entro numa onda de coisas loucas acontecendo... e dessa vez começou bem, matando um gato, tomara que isso não me dê  azar eterno.

Um dia eu volto pra contar como o assassinei. Não foi de carro. Isso agrava? muito.

E aí antes de ir tenho arrumar toda minha documentação do pibic e deixar tudo muito organizado em casa pra não ser pega de surpresa com coisas desagradáveis, deixar tudo em seu devido lugar.

E aí , ir... ir pras risadas, pra falta de horários e ao mesmo tempo todos os segundos preenchidos .... feliz , feliz feliz, reencontro, escrever, refletir, trazer resultados.


domingo, 2 de junho de 2013

Que Nem Jiló

Se a gente lembra só por lembrar
O amor que a gente um dia perdeu
Saudade inté que assim é bom
Pro cabra se convencer
Que é feliz sem saber
Pois não sofreu
Porém se a gente vive a sonhar
Com alguém que se deseja rever
Saudade, entonce, aí é ruim
Eu tiro isso por mim,
Que vivo doido a sofrer
Ai quem me dera voltar
Pros braços do meu xodó
Saudade assim faz roer
E amarga qui nem jiló
Mas ninguém pode dizer
Que me viu triste a chorar
Saudade, o meu remédio é cantar
Luiz Gonzaga.

lá se foi...

é bem assim, quando a gente espera muito passa que a gente nem vê, hj já é 2 de junho minha gentê! Outro dia eu tava saltitando por maio... ele veio. E posso dizer tranquilamente que , como sempre, como todo excesso de expectativa tende a ser frustrado. Não chegou a ser uma frustração, mas o fluxo de mês me fez nem piscar nele, simplesmente passou. Porém não posso negar a intensidade desse mês e com seus impactos afetando de todos as formas meu sorridente mês de junho. 
Maio foi maior , foi intenso , foi ...foi..foi... na verdade maio só vai terminar dia 30 de junho. 
Em fim, foi, ta sendo. 

Já junho , mesmo ainda sendo maior, tem suas próprias características. É um mês que eu a-d-o-r-o. Amo dançar forró, amo comida junina, amo cheiro de fogueira, mês que entro de férias da escola junto com meus filhotes, é um mês que normalmente viajo , então só por isso já tem seus méritos ,e as viagens desse ano estão prometendo. 

Meu São João esse ano começa dia 13, dia de santo Antônio desembarco em Recife e sigo pra João Pessoa.... bem , o melhor São João do mundo dizem que é o da Paraíba, então tou feita. De dia vou participar do Encontro de Homens Trans e de noite , eu como boa amante de um forró vou correr pra Campina Grande pra aproveitar que tou lá e sentir de perto a festa linda que deve ser. 
Depois vem de fato a data do São João, aí eu, bê e filhos vamos pra Euclides da Cunha , bater cabelo naquela terra seca e linda. E aí finalmente pra finalizar minhas férias, enquanto minha filhota ta em Gramado com a família do pai, eu vou pra algum lugar, se ficar em território baiano devo ir ver meu povo de Serrinha e depois ir pra Chapada, mas isso se eu e Jão não formos em Sampa dar um rolé lá com Dindo.

Bora ver... Por enquanto tenho é que ir dia 8 pra festa de meu papai lindo, Ogum, tão grata por sua proteção e cuidado diários! Ogunhê meu pai! Sábado tou lá, toda entregue a ele.