Google Analytics Alternative
Google Analytics Alternative

terça-feira, 4 de março de 2014

Você já tentou varrer a areia da praia?
Já ficou no escuro ouvindo o canto da cigarra?
Já ficou no espelho rindo sozinho da sua cara?
Já dormiu sem ninguém num canto de rodoviária?
Já dormiu com alguém por migalha?
Você já tentou varrer a areia da praia?
Você já tentou varrer a areia da praia?
Já perdeu a hora quando o tempo pára?
Já gritou uma palavra até perder a fala?
Já colocou todas as roupas do armário na mala?
A sua casa já desmoronou no meio da sala?

Você já tentou varrer a areia da praia?
Já quis demais alguma coisa já quis alguma coisa já?
Jamais quis alguma coisa já?
Já?
Você já tentou varrer a areia da praia?
Já viu sumir a última estrela da madrugada?
Já ficou um dia, um mês, um ano sem fazer nada?
Já colocou todas as roupas do armário na mala?
A sua casa já desmoronou no meio da sala?
Você já tentou varrer a areia da praia?
Jamais quis alguma coisa já quis alguma coisa já?
Já quis demais alguma coisa já?
Já?
Já!

titãs

"Oxente, cê num tá vendo que a gente é nordeste? "

... eu amo minha terra, eu amo viver aqui, eu amo tudo que me revela daqui...QUE CARANAVAL foi esse? Affff maria, hoje é o ultimo dia e pra mim terminou ontem, por motivos de força maior... com aquela vontade que o ano passe logo e que ano que vem eu esteja contando os segundos pra fevereiro chegar.

Agora sim, a sensação doe que o ano começou.... pq antes disso parecia que era uma sequencia de 2013... e quando o ano vira a gente fica nessa bestificação de querer que tudo vire. Eu quero!

Eu vou sentir saudade das coisas boas de 2013, não foram muitas , mas foram intensas. Um ano que sem duvida me marcou no sentido mais poetico. Uma tatuagem não teria tanta eficácia.

Minha vontade agora era extamente ir amanhã pro arrastão da Timbalada, mas os procedimentos me pedem calma, cama e cuidados. Agora eu preciso dar continuidade.... pq ta só começando.

Voltando ao carnaval... amo aquele tudo. Aquela vontade de se perder por aí e não se achar mais nunca, auqela sensação de ser mais uma na multidão, aqueles corpos me arrastando, me bulindo, me assanhando, amo aquele cheiro de xixi, tipico de carnaval... misturado com a água da chuva...aaahhha a chuva....esse ano me fez tão feliz.... nos melhores momentos o céu desabou.... aconteceu de tudo, me perdi, fui perdida, fui achada, fui levada, fui arrastada, fui detida pela policia, fui encaminhada por um bombeiro, fui resgatada pela minha fé...aliás foi minha fé também que tapou os olhos e os ouvidos... foi assim, como sempre é, cada ano melhor.... Esse ano mais lindo ainda com o novo projeto Furdunço.... finalmente uma coisa que contempla uma comunidadade carente de olhar no carnaval... estavamos todxs lá... atrás de Luiz Caldas, Pepeu gomes, Chico Cesar e... a magnifica BaianaSystem.... Geeeeente o que é aquilo? Que energia louca é aquela? o que é aquela multidão compartilhando daquele som de Caô? Eu poderia ter morrido ali, foi o extase da minha noite foi a hora que eu olhei pros lados e  gritei bem ato: eu nasci no lugar certo, eu fui abençoada, eu não poderia ter escolhido lugar melhor.... as melhores pessoas do meu lado, o som que eu amo e aquele fenomeno explodindo na aveida, arrastando uma multidao sem cordas, e os camarotes olhando curioso: "que diabos é esse trio sem cordas que arrasta tanta gente?" E eu ouvi assim de uma conhecida: "vergonha de ser baiana e nunca ter decido do camarote... isso aqui é carnaval, isso aqui é gente porra!" - dizia ela experiementando minha felicidade.

das coisas maravilhosas: reencontros, chuva, tequila (muita), encontros, desencontros, Saulo (lindo), Timabalada (com Brown) , Furdunço, BaianaSystem , xixi na chuva, soltura, até o chão, risos, choros, gente, gente, gente, gente, barulho, gente, gente,gente,abraços (mil) ...e tudo mais que não cabe aqui.

Assim: "Tome vergonha nessa sua cara de abadá e saia pelo menos um dia de coração aberto atrás de um trio independente. Tenha história pra contar. Veja gente despasteurizada. Abrace o estranho. Berre quando ver um amigo.  Vamos parar de reclamar do aperto. O nome disso é carnaval, não procissão. Vamos reclamar sim, se um cordeiro te desrespeitar, se um cotovelo ficar de maledicência nas suas costelas, se a polícia for abusiva quando estiver passando... Mas aperto é o que há para hoje até quarta-feira. Vamos parar com essa assepsia besta de não querer se encostar nos outros." - Alê

Foi lindo, foi revitalizador, foi ... sensacional!!! As criticas políticas ficam pra depois...agora eu sou só paixão!

me ache aí vá... 
BaianaSystem - Segunda-Feira- Barra/Ondina- 2014.


A luz da lua , a noite escura
a cena toda como num cinema
o bumbo ao longe, o metal anuncia
tá começando mais um carnaval
A rua está cheia
eu vou me esgueirando feito um ninja no meio da
multidão
o peito inflama , a lágirma derrama
tá começando mais um carnaval

O carnaval, quem é que faz?
O carnaval ainda quem faz é o folião 

No empurra, empurra, no roça roça
a massa avança num filme medieval
a fantasia tá na sua cabeça
tá começando mais um carnaval
Quem está em baixo quer mais espaço
quem está em cima quer o seu calor
quem tá na chuva, pula e se enxuga
tá começando mais um carnaval

O carnaval, quem é que faz?
O carnaval ainda quem faz é o folião


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

não era pra ter gritos

Tava num dia de celebração de encontros, fomos os três pra meu recanto boêmio, ja previa chegar la e meu garçom saber o que eu queria beber, não seria nada de mais pq esse corpo bauzaquiano ainda estava baquiada de cortejar. Eu fui la e virei a esquina. A esquina de sempre. A chuva frustava a expectativa da mesinha amarela de plastico e já pensávamos na outra possibilidade de ser feliz em outras mesas. Virei a esquina. A esquina de sempre, a chuva caindo, o sinal abriu e assim como num ato de loucura, de tempo indo e vindo , meu coração pulou de mim e eu fiquei no sinal vermelho interno... perigo, muito perigo, desaprendi a dirigir , em segundos longos , os maiores do mundo, tava la coma canela fina e  a cabeça gigante correndo com um cinto e um fone que traduz muito o que se tornou, correndo, com afinco, aquele afinco conhecido meu, de quem sabe o que quer e busca os resultados de sempre. Tão bobo... como sempre....O que diabos tava fazendo ali, numa noite de quarta com chuva e vento frustando minha noite.. veio frustrar tb. Não teria sido se eu meu coração não tivesse parado e ressucitado, porque ninguém me avisou que estaria aqui? Porque eu to com falta de ar porque eu reconheci com tanta distancia, com tanta distração, com tanto descaso? Desaprendi a dirigir, o carro foi pra um lado e pro outro dançando desembestado, e eu meu grito saiu de mim , calando meus ouvintes.... gritei alto, alto, como quem fica feliz em vê um fantasma, como o reencontro na praia, setado na areia numa adolescência sem motivo.

A adrenalina se desdobrou pelo resto da noite, e as dores tomaram o corpo como se eu tivesse pulado uma semana de carnaval.... ou enfrentado uma semana de batalha bélica.

O meu garçom acertou a bebida.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Quando fevereiro chegar...

...saudade já não mata a gente...

Aiai, la vou eu entrando no mês em que tudo se desfaz e refaz. 32 anos.
Uau, e definitivamente estou muito longe de ser a pessoa de 32 anos que eu fantasiava que seria quando eu era criança. ja ja fazem dois meses que estou na minha casa. Muita coisa mudou. tudo mudou. Ainda estou me sentindo em um momento de adaptação do novo. Mas é muito bom... n tem nada de ruim nisso. pelo contrário, é crescimento.
Aos poucos vou ajeitando o que falta. Mas as mudanças ja são significativas. Acho que pela primeira vez na minha vida passarei um ano sem trabalhar. Vou estudar e só me livrei do peso, cada vez mais pesado, de ter que acordar pra fazer o que eu não gostava. Sair da escola sem duvida é algo que merece toda atenção.Ha muito tempo eu não me conheço sem aquilo...e ao mesmo tempo me desconheço ligada a sala de aula infantil. Agora me sinto liberta, preciso só organizar a vida pra sentir o prazer de poder usar meu tempo com o que muito brevemente será meu sustento pelo prazer.  O impacto disso foia saida de emus filhos da escola... mas eles reagiram bem...e a nova escola é a escola mais radical ainda no desconstruir... acho que eles vão se sair bem... agora nos concentramos do lado de ca.

Esse ano ainda não me deu paz.

a parte boa é que minha amiga ta aqui comigo.... engraçado como a gente é diferente e ao mesmo tempo somos afinadas... Na verdade acho que ela é a unica coisa boa que me restou do Rio Grande do Sul.

tenho tido sonhos loucos... louquissimos. Sabado é a primeira vez q vou no terreiro como filha, estou ansiosissima....

Preciso que me digam que ta tudo bem, que ficará tudo bem, que eu passarei por isso e tudo vai ser como antes...ou melhor ainda: como nunca.

ando frenéééééética, ou o verão acaba ou acabo eu.








terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Boa sorte

É só isso
Não tem mais jeito
Acabou, boa sorte
Não tenho o que dizer
São só palavras
E o que eu sinto
Não mudará
Tudo o que quer me dar

É  d e m  a i s
É  p e s a d o
N ã o  h á  p a z


Tudo o que quer de mim



I r r e a i s
E x p e c t a t i v a s
D e s l e a i s


That's it
There's no way
It's over, good luck
I've nothing left to say
It's only words
And what l feel
Won't change
Tudo o que quer me dar / Everything you want to give me
É demais / It's too much
É pesado / It's heavy
Não há paz / There is no peace
Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais / Isn't real
Expectativas / Expectations
Desleais
Mesmo se segure
Quero que se cure
Dessa pessoa
Que o aconselha
Há um desencontro
Veja por esse ponto
Há tantas pessoas especiais
Now even if you hold yourself
I want you to get cured
From this person
Who advises you
There is a disconnection
See through this point of view
There are so many special
People in the world
So many special
People in the world
In the world
All you want
All you want
Tudo o que quer me dar / Everything you want to give me
É demais / It's too much
É pesado / It's heavy
Não há paz / There's no peace
Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais / Isn't real
Expectativas / That expectations
Desleais
Now we're falling
Falling, falling
Falling into the night
Into the night
Falling, falling, falling
Falling into the night
Bom encontro é de dois
Now we're falling
Falling, falling
Falling into the night
Into the night
Falling, falling, falling
Falling into the night


vanessa da mata

sábado, 11 de janeiro de 2014

O dia D de Ogum

Sai de casa pra ir em mais uma festa. Uma festa que na verdade eu não poderia ir, se eu ficasse surda de meu coração... eu teria racionalizado a situação e teria ficado em casa estudando. Mas eu tinha que ir, afinal... eu precisava aliviar meu coração e sentir aquela energia, e saber que estava protegida pra essa semana tensa que ta por vir...aliás...2014 ainda não me deu um sossego. Pelo menos até hoje....

Sai de casa determinada, com minhas coisas fervendo em mim , mas com a certeza que eu precisava ir la naquele lugar me reabastecer.  E aí, quando eu tava bem distraida olhando pros erês brincando com minha ... recebo um belo braço forte e tatuado de um pai, dos mais poderosos. Demorei alguns longos segundos pra entender o que estava acontecendo. Era isso mesmo? Ele tinha me escolhido? Depois de 3 anos frequentando a casa, depois dele ja ter 31 anos de feito na casa e nunca ter escolhido ninguem eu fui a escolhida pra cuidar dele e da casa. Fui escolhida pra ser a 1a. Ekedji de Ogum. É pouca honra? Não saberia descrever aqui a honra de ter sido a escolhida desse pai tão generoso e poderoso. De joelhos pra mim, beijou minhas mãos e me abraçou como todo pai deveria fazer com uma filha. O abraço que eu esperei a vida toda. Nunca antes eu senti nada perto daquilo. Nem me darei ao trabalho de explicar o tamanho conforto, paz e felicidade.... com aquele abraço ele me disse muitas coisas, mas a que ficou em mim foi: eu estou aqui, e não sairei mais de seu lado nunca mais.
 E eu tive que engolir todas as vezes que proferir que nao queria compromisso com o Axé, que gostava de ir la quando queria e fazer o que queria.... Engoli mesmo. Não tive a menor dúvida que estava exatamente onde deveria estar e justamente nesse momento da minha vida, onde me sentia tão desamparada e que desacreditava de tantas coisas.... justamente nesse momento de decisões, de provas e aprovações....

Eu só tenho agradecer o carinho, a confiança e a dedicação.

Hj eu não vou dormir, mas é de felicidade.

Ogunhê meu pai!





sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

mil pedaços

Eu não me perdi,
E mesmo assim você me abandonou...
Você quis partir, e agora estou sozinho
Mas vou me acostumar..
com o silêncio em casa, com um prato só na mesa.
Eu não me perdi,
O Sândalo perfuma o machado que-o feriu
Adeus, adeus ,adeus meu grande amor.
E tanto faz.. de tudo o que ficou,
Guardo um retrato teu,
e a saudade mais bonita.
Eu não me perdi,
e mesmo assim ninguém me perdoou..
Pobre coração - quando o teu estava comigo era tão bom.
Não sei por quê acontece assim e é sem querer
O que não era pra ser: Vou fugir dessa dor.
Meu amor
se quiseres voltar - volta não
Porque me quebraste em mil pedaços.

Renato Russo

2014.

Finalmente um computador para eu conseguir escrever no meu blog, responder meus e-mails. Alias hj passei a tarde relendo e-mails no meu celular. Meu dia hj me obrigou. Recebi um email tão ofensivo que precisei reler os antigos para relembrar, e o que ficar em minha memoria que seja a melhor memoria, por mais que nossas verdades sejam diferentes, por mais que discordemos de como as coisas aconteceram, a gente teve muita coisa pra conversar. E Reler me fez bem, me fez tirar o ódio de mim, o ódio de como se deram esses últimos momentos, baixo, cruel, como pôde? Eu não tenho nem palavras pra classificar. Eu sei que aprendi a desconfiar, com 31 anos finalmente eu aprendi que tem coisas que não se faz nem no auge da felicidade. Mas eu juro, que nem da pior das hipóteses eu imaginei esse tipo de estratégia. Queria muito que meu primeiro post do ano fosse sobre esperança, fé e saúde. Mas hj estou desiludida. Estou descrente.Mas ja passei por tanta coisa nessa vida que essa é só mais uma, vai passar tem q passar essa mistura de dores.

Agora pretendo seguir as regras, meusilencio será nossopresente , e ficarei somente com as melhores lembrança e tentando manter vivo em mim o que posso tirar disso tudo. Vou cuidar de minha vida, cuidar de quem precisa que eu esteja bem, cuidar de mim, sem pressa.

Sem uito o que dizer, sem muito o que sentir e pensar, agora é enterrar um vivo dentro de mim. 

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

nem tão doce assim foi o novembro.

E quando as dores são tão gigantes de escrever faz chorar?

Preciso escrever e preciso chorar. Só isso vai me fazer parar de doer.

Tenho muitas coisas boas no meio de tudo. tenho um endereço. não tenho mais o endereço dos outros , tenho o meu. E o no meu endereço vai entrar quem eu quiser, as pessoas vão sentar no sofá, no chão, na mesa. na minha casa, muito pouca coisa vai ser só minha. Pq minha vida é muio coletiva.
E eu acho isso lindo.
Eu tenho minhas cicatrizes, mas tem coisas que eu nem sei explicar como vieram parar em mim. Tem escolhas que eu nem fiz que eu preciso assumir.... tem dores que eu criei sem nem perceber que tava criando.
Sei que a vida é doida demais. Ha um mês atras eu tava outra, toda colorida, hj eu to cinza. Igual a um vampiro. Será que algum dia vou esquecer os vampiros? ou será que algum dia vou volar a ter simpatia pela figura deles sem me sentir uma burra estupida?
"a crueldade de que se é capaz deixa pra trás os corações partidos, contra as armas dos ciumes tão mortais,a  submissão as vezes é um abrigo...saber amar, saber deixar alguém te amar."

Eu não sei se um dia entenderei essa necessidade de magoar. Eu podia ter ficado sem essa.

Em fim, muita coisa borbulhando em mim. E muita coisa mora em mim. Eu não sei como vou sair disso, eu não faço ideia o que farei com tudo que tinha construído  dentro de mim , não tenho a menor noção pro lado que eu devo olhar, e sei que preciso andar, preciso pq eu não posso mais esperar mais nada.

A minha esperança é que o tempo nos cure da doença e nos traga amor , o amor dos mais belos e a lucidez de dispensar a consciencia. Ela é quem estraga tudo.

Preciso sair, preciso beber, preciso chorar, preciso de minha amiga Vivi aqui.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Perdi as contas

...de quantas vezes eu vim aqui dizer que as coisas precisavam mudar, quantas metas não cumpri, por medo, amor e insegurança. Perdi a conta das noites que passei nos classificados, imaginando qual seria meu endereço.
Agora eu sei. Vida Nova! Nada como um impulso aquariano. Daqueles motivados por uma mãe leonina que levantava acampamento com duas filhas pequenas sem olhar pra trás, nos deixando segura que seguir ela era a melhor opção.

Foi bem assim que fiz, levante , comprei o jornal, e escolhi 6 aps. Liguei pra imobiliária, fiz  seis viagens Barra-Pituba em 3 horas e no meio da tarde já sabia meu endereço. E pouco me importava como faria aquilo. Eu tinha achado minha casa. Ainda no mesmo dia reuni documentos, arrumei fiador, reunir documentos do fiador e hoje já sei que minha documentação foi analisada e aceita e que essa semana recebo as chaves da minha casa, pra perder quantas vezes forem necessárias. HAHAHAHHAHA

É isso. Eu não poderia chegar a 2014 sem definir isso. Isso era minha prioridades. Agora são outras. Preciso definir outras coisas. Não tão objetivas, o que torna as coisas mais complicadas. Mas são definições que já vem se desenhando há um tempo. Cada coisa em seu tempo. As coisas estão acontecendo e preciso agradecer quem me guia, meu grande Pai, agradecendo suas palavras , suas orientações, e coma certeza de que estou no caminho certo.

 Asè! Êpa Babà!!!!

Kí Òrìsà-nlá Olú àtélesé, a gbénon dídùn là
Ní Ibodè Yìí, Kò Sí Òsán, Bèéni Kò Sí Òru
Kò Sí Òtútù, Bèéni Kò Sí Ooru
Ohun Àsírií Kan Kò Sí Ní Ibodè Yìí
Ohun Gbogbo Dúró Kedere Nínu Ìmólè Olóòrun
Àyànmó Kò Gbó Oògùn
Àkúnlèyàn Òun Ní Àdáyébá
Àdáyébá Ni Àdáyé Se



terça-feira, 15 de outubro de 2013

Das tragédias que nos tiram a paz.

Sexta-feira saí do trabalho meio dia e entrei num site de jornal local. A capa anunciava a tragédia: Casal de irmãos morre em acidente de moto em Ondina.  Senti medo de abrir aquela matéria pq Ondina é bairro vizinho ao que fui criada, e morei a vida toda, um bairro pequeno e de gente que se conhece por todo canto, nem que seja da fila de super mercado. Abri o link. E tava lá : Emanuel e Emanuella Gomes, 21 e 22 anos, respectivamente.  Dez anos mais novos que eu. Mas eu conhecia. Conhecia Emanuel de pequenininho andando pelas ruas da Barra, e Emanuella, linda de morrer, dos bares e amigos em comuns. Emanuel era muito mais familiar, tínhamos muitos , muitos amigos em comum. Vi aquele menino subir e descer em onda, andar de bike cheio de malandragem de quem acha que a vida é  louca. E é.



Fiquei péssima, e não quis saber os pormenores. A tragédia tava feita, morreram em acidente de moto. Ai comecei a ver as postagens no facebook de amigos , todos odiosos, querendo matar uma médica que causou o que  acidente. E aí descubro que nem posso chamar de acidente. Passei o final de semana com isso na cabeça. Todos os jornais falando disso, todas as pessoas falando disso.
E pensei que sociologicamente falando, como vende uma tragédia branca de olhos claros e um carro do ano. A imprensa baiana está feita por um bom tempo. A velha historia das mortes que choramos e as mortes que se quer sabemos. E logicamente tomada pela dor de tantos amigos, pela dor da tragédia em si, prefiro deixar que meus colegas façam essas analises e que eu fique me resguardando, em respeito a minha própria dor e principalmente a dor de meus amigos.


Como eu me lembro dele. Junto  com todos os outros moleques da Barra que poderiam estar com ele nesse mesmo acidente.

Analisando o ocorrido, que merda de surto foi esse que essa mulher teve pra jogar o carro nessa
moto?  Antes disso , que merda de reação teve esse menino que causou esse surto nessa mulher? Eu posso olhar essa tragédia por vários ângulos, mas não consigo em nenhuma deles pensar que essa mulher quis ser assassina desses irmãos. Com isso não estou dizendo que acho que essa pessoa precisa sair impune. E muito menos culpabilizando as vitimas. A médica, deve pagar pelo risco que resolveu assumir. Obvio. Mas certamente não será prisão penitenciaria que vai amenizar os estragos dessa tragédia. O inferno dessa mulher está só começando. Mesmo livre de penitenciária dificilmente ela viverá nessa cidade sem sofrer risco diário de linchamento moral, dificilmente ela comprará um pão no anonimato, sem sofrer retaliações de todos os níveis. E olhar seus filhos crescendo e pensar em como deve ser vê-los morrer aos vinte anos vitima do surto de alguém.



E a minha loucura com a morte

Bem, aqui vem a parte dois. Como alguém que perdeu alguém recentemente e que tem varias questões muito mal resolvidas com a morte , digo que entrei num de autismo absoluto com essa historia toda. Sábado estava indo pra casa da minha irmã, passei na frente do local do acidente. um dia depois, e o sangue deles ainda estava secando no chão. É simplesmente inacreditável que a pessoa saia viva de casa, pra levar a irmã no aeroporto, e depois ir trabalhar, se despeça da sua mãe e nunca mais volte, se estrebucha no chão para sempre.
Um segundo, só um segundo a mais ou a menos e eles estariam vivos, e tudo isso poderia ter sido evitado. E aí é cuidar pra cabeça não pirar, pq eu fico lembrando de Emanuel, e pensando, quantas vezes aquele moleque passou ali de bike? Quantos carnavais ele pulou e parou ali, no lugar que um dia ia morrer? Ele morreu exatamente onde a turma dele estaria se a rua tivesse fechada e o circuito de carnaval estivesse pronto. Era onde eu estaria tb. Era onde eu passei  minha adolescência estando. E aí eu olho praquele mar, pras ondas que ele não vai mais pegar , pros nossos amigos pensando em como se livrar dessa assombrosa historia. Pensar nessa mãe, que vai quer que passar por alie  ver aquele chão manchado pra sempre, ver aquele mar vazio, a bicicleta dele parada.

Meu sentimento é de dor, por eles, por meus amigos, por minhas lembranças , por essa mãe e pela família dessa médica também, que para sempre vai carregar o fardo de um duplo assassinato.


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

a doença que matou meu amigo ta em mim

Ontem recebi o diagnóstico de que estava com uma pneumonia. Eu me senti péssima, meu coração disparou na hora e a unica coisa que eu conseguia pensar era: Meu amigo morreu disso. Eu não tava com medo de morrer. Não. Não era isso, logico q eu tenho medo de morrer, sou até bastante besta, mas aqui não se trata disso. Eu senti muita dor no meu coração de pensar no meu amigo passou. Se eu estava com um estágio inicial de pneumonia e senti isso, imagina o q ele sentiu em seu leito de morte, completamente sem ar e as dores nas costas, que ele pedia pra mãe tentar amenizar com massagens. Senti tanta necessidade de massagens esses dias.... Me voltou toda a tosse dele de meu lado meses antes dele morrer, me voltam as palavras de sua mãe, reproduzindo os últimos momentos antes dele ser sedado e entubado , roxinho, sem conseguir mais suportar o ar que lhe faltava. Eu ficava imaginando que tipo de coisa insuportável  ele sentiu. E eu sem saber de nada. sem poder pegar em sua mão, sem poder tentar acalmar seu coração.
Eu estou boa. meu pulmão já volta a funcionar quase completamente. Não dói mais nada e eu reagi muito bem as medicações. Então... eu pensei muito no cigarro. Eu nunca mais quero sentir isso. Ele não fumava e sentiu. mas eu sei que se eu não fumasse talvez eu nem tivesse tido isso. E pensei nele me dizendo tantas vezes: "pare com isso amiga, vc ta fumando demais" e se afastando de mim por causa do cigarro.
Eu decidi que vou de verdade querer me reeducar. Eu sei que vai ser difícil e não quero mentir pra mim nem pra ninguém. Eu não sei se nunca mais na vida eu vou fumar um cigarro. Mas com certeza  nossa relação mudou , e eu não quero nunca mais ter que me afastar dele , pq eu não quero mais ele como um elemento que me compõe. Nunca mais.


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

do livro mais lindo, da história mais linda, que já li

"Queria muito esperar você estar aqui, mas não consigo, sou muito impaciente para tanto tempo e também sou melhor na escrita. Como eu disse, eu queria pedir você em casamento, porém milhares de coisas chatas existem entre nós para se efetivar meu desejo. Contudo, você mesma disse, a gente casa por aqui, de coração. Então pensei que eu não poderia pedir você em casamento sem pronunciar a verdade do coração. Você é tão maravilhosa, tão doce, tão linda, tão sensível e tão decidida, que meu coração já está em sua posse há tempos, mas sou ritualístico, então preciso dizer - escrever porque não posso dizer online - aquilo que você já sabe, mas eu devo honrá-la pronunciando. E a melhor definição veio do filme Don Juan de Marco, nesta frase: 

Só há quatro perguntas que valem na vida: O que é sagrado? De que é feito o espírito? Pelo que vale a pena viver? E pelo que vale a pena morrer? A resposta a todas elas é a mesma: Somente o Amor.
Então meu amor, quero que saiba que a amo pq és sagrada para mim, pq meu espírito é feito de meu amor por você, minha vida só vale pq você existe e sem dúvida alguma, morreria em sua defesa.
Por isso, pergunto: você aceita casar-se comigo? "

E se casaram numa manhã de sol, ao som de Sete Cidades.



sexta-feira, 20 de setembro de 2013

"Tão lésbica que parece homem": a emergência dos homens trans no Brasil

saiu texto meu no IBahia! 

"Ouvi essa frase do título de uma conhecida que estava se referindo a uma criança que, desde pequena, tinha “características de menino” e que cresceu e “virou” “tão lésbica que parecia homem”.
Esse parecer homem pressupõe uma série de atributos que não deveria ser acessado por um corpo lido socialmente como de uma “mulher”. Talvez o que essa conhecida não saiba é que ela pode estar falando de um homem trans. (Quero ressaltar aqui o pode)."


Ler completo aqui

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Ufa. Menos desgosto, mais amor.

Aprender a jogar com o tempo é fundamental pra minha sobrevivência. Hoje, eu preciso comemorar a chegada de setembro. Agosto foi o mês mais longo do ano. Como sempre é; que tipo de inferno domina esse mês? Logico que eu to falando de mim. Ele sempre me maltrata. Tenho coisas boas pra falar que aconteceram? Sim. Ganhei um presente, lindo, que eu não posso pegar. Rs. Agosto.
Agosto roubou minha bolsa e vai marcar minha vida por anos e anos até q eu consiga transformar dor em saudade.
Que venha setembro, florecer meu coração, ajudar o tempo passar. Depois de setembro chega o Natal, depois do Natal começa minha felicidade. Entre o setembro e Natal preciso resolver umas coisas, preciso pegar um avião, preciso acalmar meu coração. 
Tenho sentido muita saudade do sul. Muita. Queria muito que essa distancia fosse menor. Hoje, domingo, eu daria ma boa parte de mim para sentar, frio, no quintal da minha amiga, no pé no morro, ouvindo vento e tomando chimarrão. Ela ia demorar de dar aquela risada que amo, pq o tempo transformou isso tb, a risada da minha amiga. E assim estou nessa eterna negociação.
Meu plano pra imediatamente é entrar numa garrafa de tequila e me afogar lá dento até afogar todas as minhas mágoas;