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sábado, 27 de maio de 2017

eu não me arrependo de você



ahhhh essa musica. ela caiu em minha mão em um dia tão apropriado


é tão isso que eu sinto
é tão nisso que eu acredito,

é tão adequeada.
amo amo amo



segunda-feira, 8 de maio de 2017

sim, ele se foi

Meu Belqui morreu.

ele partiu pra nunca mais voltar. Ele nunca mias vai desaparecer.

e esse vai ser um texto bem piegas, beirando o ridículo

aquele texto de facebook mesmo,
que diz que com ele morreu meus amores, com ele morreu minha esperança de tê-lo em meu sofá, com ele morreu minha fé no nosso encontro material. A morte de Belchior é bem simbólica apra minha vida, e enterra uma fase sem retorno. Enterrado naquele caixão estão as tardes sozinha em casa, as casa, os posts desse blog, os vinho que tomei olhando pra sua cara, a loucura que é esperar por ele.

eu n consigo nem ficar tristissima,

pq de alguma forma, isso tudo significa o novo, o que vem de pois de... e isso é sempre tão bom....


meu belqui me deixou
em rumo
e na solidão poética
q ele me dê forças

pro novo, q sempre vem.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

separação, morte, encontro e a tecla A - A vida Belchiana

Em fim, cá estou. Finalmente.

usei muito sabiamente da minha tecla A quebrada para sumir um pouco daqui. Aliás minha tecla A quebrada foi uma desculpa muito boa para tudo. Está até no relatório da Capes para justificar o atraso da minha dissertação. É também culpa da tecla A que a minha caderneta de professora da escola onde eu trabalho está atrasada, já que eu não conseguia dormir com essa preocupação e isso afeta diretamente meus rendimentos produtivos. Por falar nisso, é por isso também que estou mais pobre, deixei de fazer trabalho que me renderiam dinheiro, e ainda gastei uma fortuna pra concertar a tecla A.

Foi tb por causa da tecla A quebrada que precisei tomar mais cervejas do que deveria, pensando no caos que era ficar sem a tecla A. Bendita seja ela. Resolveu paralisar minha vida. E só assim, somente assim, eu consigo a voltar a respirar.

Poderia culpar ela tb por ter me separado.Mas seria injusto com a  pobre.

Sim, me separei. Acabou-se a linda historia mais invejada dos ultimos 10 anos. Acabou a relação perfeita, o casamento lindo, a relação-que-todo-mundo-queria ter. Menos eu. Depoi de anos pensando e repensando a minha vida , minha existencia, meus planos e objetivos de vida, consegui aceitar o fim o meu casamento, consegui me libertar, e o melhor, libertar a quem amo. Isso é de uma grandeza infinita.
estou feliz,
não por que não era boa , pelo contrario, era incrivelmente maravilhosa. E eu n sei lidar com isso.
na verdade, me sinto aliviada por termos tomado essa decisão, era algo que precisávamos fazer por nós, e que conseguimos fazer da forma mais bonita possível. Não sem dor.

A verdade é que viramos bons amigos. bons mesmo, os melhores. Eu amo aquela criatura, muito mais do que a mim mesmo. E talvez isso seja bem problemático. Desejo a ele tudo de muito melhor do que eu consegui ser. E não me coloco aqui como a pior pessoa do mundo, mas a pessoa que por ser mulher, e ter vivenciado ao lado dele o processo de empoderamento disso, foi bem egoísta, por pura necessidade de ser, crescer, aparecer e resistir.

A separação foi incrivel. Ta sendo, tem sido. ele tem se mostrado ainda melhor ex-marido do que marido, o que só o engrandece, e eu tenho sido cada dia mais feliz por tê-lo em meus caminhos. Meus desejos são os melhores para sua vida.

Tenho tido dias de muita intensidade. Meu 2017 não tem sido brinquedo.

Desde eu concertei a tecla A eu tenho tido um pouco de sossego, por um lado, por outro, não tenho mais desculpas para não cumprir meus prazos, todos esgotados.

Tenho que recuperar minha vida e retransforma-la no caos produtivo que sempre foi. Preciso.

desde que me separei me permitir viver meu luto, de uma forma bem peculiar, ok. mas é meu luto.E eu faço dele o que eu bem entender, inclusive, nada.
Bebi quase todos os dias, sumi do terreiro, me revoltei com as amigas e busquei colo.

Aos poucos estou de volta. 1 mês e 15 dias que ele foi embora e eu fiquei com a casa, o cheiro, as fotos, as aquisições, e isso não é fácil. Ficar é muito difícil.

Nem a cama eu mudei de lugar. Sou forte. Pra n dizer que não mudei nada, arranquei as portas do armário, que me incomodava demais. Sim. odeio portas que atravancam, e elas estavam me irritando ha anos, arranquei, hj meus armários são sem portas, e isso diz muito do que tenho sido.

Sinto falta de muitas coisas da nossa dinâmica, mas o melhor da parceria temos conseguido manter.
E aos poucos vou me reestabelecendo em mim. Por exemplo, preenchi meus dias de coisas que odeio fazer: ir ao medico. to com meu corpo em dia. Todas as coisas em ordem, inclusive, depois de 10 anos de ralação, somente agora, que não há mais relação resolvo colocar o Diu. Aquariana.... tudo bem, por motivo de amenizar sintomas da endometriose.... mas n deixa de ser simbólico.
Assim como a morte de belchior.

Meu belqui morreu
e será um outro post.

mas não posso terminar de falar disso, sem antes falar de como a vida pode ser perversa e irônica. Belchior morrer, justamente nessa fase da minha vida, foi di fudê... queria ser a diretora desse filme.

o mesmo filma contaria a historia de um amor que surge no meio do caos e é o próprio caos.
isso tb é uma historia para um outro post, pq vai me render mais linhas do que eu posso surportar,

preciso tb contar, que esse negocio de separação, é bem arriscoso pra quem ta por perto... o efeito dominó que pode vir a acontecer em casais proximos é real, e comigo foi fato.

isso tb coisa pra outro post.

espero vir aqui descansar da minha dissertação, pq assim será sinal de que estarei trabalhando nela.

foi bom escrever essas linhas

viva a minha tecla A.







quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

ausencia

ausência minha aqui é sempre preocupante.
pq quando não escrevo parece que ta tudo embolando dentro de mim.
quando fico sem vir aqui, é uma bola de neve, eu fico assim, sem saber pra onde ir, e sem saber o que fazer, pq eu deixo de vir pq ta dificil de organizar as coisas de um jeito que e melhor nem escrever, e aí eu deixo de escrever pq a medida que  tempo passa e as coisas não se resolvem sozinhas, nunca se resolvem sozinha, incrível.... e eu fico mais embolada.
e aos poucos eu vou me desembolando... em pelo menos algum aspecto.
eu to assim... bem... encurralada em minhas reflexões e principalmente em minhas vivencias. 
hoje eu me deparei mais um vez com  minha falta de compreensão sobre mim.
Uma mulher vindo me falar de um homem, dito desconstruido, com quem teve algum nível de relaçao... aquilo de sempre... falta de cuidado, falta de respeito, faltas..faltas faltas...
é tao cansativo ver  a historia se repetindo a medida que o tempo passa... e eu? 
eu fico assim...impressionada como ainda assim, empoderada, cheia de leitura, continuo assim...
Volta e meia to enredada na mesma teia.
Que ódio.
Como é difícil ser feminista heterossexual... como é difícil reeducar minha subjetividade.... como é ruim fazer isso sozinha....

Eu sempre penso, muito pretenciosamente, que consigo manter algum tipo de controle sobre isso. E parece que nunca vou aprender que quem procura acha.

a mesma inquietaçao, que me ergue é a inquietaçao que me afunda.

vim aqui começar  mexer na bagunça.

~isso se chama Inferno astral?

35. jaja.






Dia a Dia, Lado a Lado

Eu sonhei que estava exatamente aqui, olhando pra você
Olhando pra você exatamente aqui
Cê não sabe, mas eu tava exatamente aqui, olhando pra você
Olhando pra você exatamente aqui

Pronto para despertar
Perto mesmo de explodir
Parto para não voltar
Pranto para estancar
Tanto para acordar
Tonto de tanto te ver
Perto mesmo de explodir
Prestes de saber por quê

Por que um raio cai?
Por que o sol se vai?
Se a nuvem vem também
Por que você não vem?

É que eu sonhei que estava exatamente aqui, olhando pra você
Olhando pra você exatamente aqui
Cê não sabe, mas eu tava exatamente aqui, olhando pra você
Cê não sabe, mas eu tava exatamente aqui

Pronto para despertar
Perto mesmo de explodir
Perto para não voltar
Pranto para estancar
Tanto para acordar
Tonto de tanto te ver
Perto mesmo de explodir
Prestes de saber por quê

Por que um raio cai?
Por que o sol se vai?
Se a nuvem vem também
Por que você não vem?

Por que, por que que um raio cai?
Por que, por que que o sol se vai?
Se a nuvem vem também
Por que você não vem?

Nada a ver ficar assim sonhando separado
Se no fundo a gente quer o dia a dia, lado a lado
Eu não vou deixar você com esse medo de se aproximar
Pra ter um fim toda história um dia tem que começar

Então me diz por que um raio cai?
Por que que o sol se vai?
Se a nuvem vem também
Por que você não vem?

É natural que seja assim você aí e eu aqui exatamente aqui
É natural que seja assim você aí e eu aqui exatamente aqui

É natural que seja assim você aí e eu aqui exatamente aqui



terça-feira, 1 de novembro de 2016

sobre a não-monogamia.

Dez pras seis

Quando o encanto acaba em um canto
Quando eu canto e você não dança mais

Talvez você já esteja dançando em outras notas
Mais afinadas
Talvez a minha música seja complicada demais
Não sou só de uma nota
Minhas canções são plurais
Sinceramente espero que esse seu encanto
Encante
Outros carnavais


Amanda Kahlo

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

paaaaaaaaaaaaaaaaara tempo

minha nossa senhora da temporalidade
ajuda ela
primeiro vem julho, agosto e setembro. 7 anos em 3 meses
tudo acontece
tudo demora
tudo e nada
agora outubro, novembro e  dezembro em 15 dias

essa sensação de que não vou conseguir concluir nada do que deveria no tempo que deveria
adrenalina lá em cima
dessa vez eu nem vou listar
as coisa que eu deveria estar fazendo ao invés de estar aqui
devaneando
vergonha
eu to muito vagal
eu to deixando as outras coisas me ocuparem
mais do que poderiam

isso é que dá ser "o corpo quer a alma entende'

a  alma entende sim
quem não entende é a empresa, o capitalismo, a capes, o orientador...


kkkkk
oh
cê me deixe viu?


que as segundas sejam sempre tão bem dispostas

e sobre a noite

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

segunda é segunda fia

toda vez que culpa começa a operar em mim... alguma coisa acontece, e um tsunami de empoderamento sobre minhas convicções me fazem levantar a cabeça.

vou dizer uma coisa: minha exua não é brinquedo. Ela não quer me ver subjulgada, ela não quer  saber de eu me sentir culpada, quando eu já tenho um longo caminho de construção sobre minhas convicções e sentimentos.


Eu agora sambo sambo sambo.

é só o que me resta.

agora aguente.

Laroyê


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

me segura


"nos poucos dias que antecederam a viagem, mesmo com as discussões, as lágrimas, coma poeira de tragédias recentes ainda prejudicando a visibilidade em meio aos escombros , eu me pegava sorrindo por dentro nos momentos mais inesperados. Como eu podia ter me privado por tanto tempo do sabor das decisões drásticas, do prazer de derrubar uma pecinha de dominó e mudar tudo de forma irreversível? Atenta a essas sensações, eu pensava em coisas como uma banho de sais em uma imensa banheira de quarto de hotel, em glaciares desmoronando, em aviões realizando acrobacias, em mim mesma fazendo coisas que nunca havia feito mas que só podem ser maravilhosas." 




~ cordilheiras

DG


quarta-feira, 28 de setembro de 2016

quando bate tudo junto


Words like violence 
Break the silence 
Come crashing in
Into my little world 
Painful to me
 Pierce right through me
 Can't you understand 
Oh my little girl 
All I ever wanted 
All I ever needed 
Is here in my arms 
Words are very unnecessary
 They can only do harm 
Vows are spoken
 To be broken 
Feelings are intense 
Words are trivial 
Pleasures remain 
So does the pain 
Words are meaningless
 And forgettable 
All I ever wanted
 All I ever needed 
Is here in my arms 
Words are very unnecessary 
They can only do harm
 Enjoy the silence

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

retomar

hj eu li isso, e relembrei o comecinho da minha história com bê há 10 anos atrás e aí, foi inevitável pensar em como as grandes histórias da nossa vida acontecem, ontem, hoje e sempre.


bem desse jeito.















terça-feira, 20 de setembro de 2016

quando isso tudo acabar

eu sei que eu vou achar que não foi nada demais, e que vou logo ta pensando no doutorado. Mas eu jur que eu preciso de um ano longe de obrigações academicas. Eu sei que isso é agora, e que quando terminar eu vou achar que eu devo e posso fazer isso comigo.... mas oh gente, eu to escrevendo aqui pra dizer que hoje, EU PRECISO DE UM ANO DE FOLGA. Eu preciiiiiso....Eu preciso só trabalhar uma vez na minha vida. Preciso ter só essa obrigação produtiva,.


Agora eu to aqui, escrevendo. To num momento bom da escrita, ta saindo, ta ganhando corpo, um outro corpo, uma outra perspectiva, eu to me colocand sem medo no trabalho, e borrando todas as verdades sobre produções de saberes. Quebrando os paradigmas da ciência. Ciência sua lynda, me ature.

Mas a cada paragrafo q eu escrevo lá sinto vontade de escrever 4 aqui. E eu tenho me comportado com relação a isso. pq... ahh... pq eu me conheço, e cada dia vou querer escrever mais aqui e menos lá...e foi por isso q eu acabei com meu facebook por um tempo. Precisava me concentrar e a militancia me convoca muiiiito por lá, e eu n resisto a militancia. Aliás, é lá q sou feliz, o mestrado é só sobrevivencia tecnica.

gora eu vou respirar letras, e esquecer o mundo.


só belchior salva

Eu me lembro muito bem do dia em que eu cheguei
Jovem que desce do norte pra cidade grande
Os pés cansados e feridos de andar légua tirana
Lágrima nos olhos de ler o pessoa
E de ver o verde da cana

Em cada esquina que eu passava um guarda me parava
Pedia os meus documentos e depois sorria
Examinando o 3x4 da fotografia
E estranhando o nome do lugar de onde eu vinha

Pois o que pesa no norte, pela lei da gravidade disso Newton já sabia!
Cai no sul grande cidade
São Paulo violento, corre o rio que me engana
Copacabana, zona norte e os cabarés da lapa onde eu morei
Mesmo vivendo assim, não me esqueci de amar
Que o homem é pra mulher e o coração pra gente dar
Mas a mulher, a mulher que eu amei
Não pode me seguir não

Esses casos de família e de dinheiro eu nunca entendi bem
Veloso, o sol não é tão bonito pra quem vem do norte e vai viver na rua
A noite fria me ensinou a amar mais o meu dia
E pela dor eu descobri o poder da alegria
E a certeza de que tenho coisas novas
Coisas novas pra dizer

A minha história é talvez
É talvez igual a tua, jovem que desceu do norte
Que no sul viveu na rua
Que ficou desnorteado, como é comum no seu tempo
Que ficou desapontado, como é comum no seu tempo
Que ficou apaixonado e violento como você
Eu sou como você
Eu sou como você
Eu sou como você que me ouve agora
Eu sou como você
Como você

3x4 - belchior lindo amordavida


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Transforma-ações

Ser feminista é um aprendizado diário. Eu não canso de me surpreender comigo e com a potencia transformadora do auto conhecimento enquanto feminista e minhas relações com o mundo, e nesse exato instante, com a minha precária heterossexualidade. Cadadia fica mais desenhado p mim quão complexo é conciliar a luta e a pratica feminista com a heterossexualidade, ainda mais dentro na logica conpulsoria monogamica. Com isso n quero de forma alguma flertar c a ideia equvocada de que n ha possibilidade de existência de feminismo na heterossexualidade e vice versa. É muito mais conplexo. Esse parece que foi o ano de enfrentar esse debate interno e externo. E estou aprendendo muito com minhas vivencias. É incrivel como naturalizamos a ideia de que outra mulher é um potencial ameaçador de nossa hetero-relação. Não que n haja essa mesma dinamica nas relaçoes lesbicas e bissexuais mas eu so posso falar de onde me localizo. É muito doloroso pra mim estar envolvida nesse jogo. Me deparar com a minha incoerencia de estar nessa luta e quando me percebo estar nessa situação tipicamente hetero entre duas mulheres e um homem, é assim qe sinto o esvaziamento da minha luta. Chego a me sentir uma fraude, sei que isso dialoga com
Muitas coisas mas estar vivendo isso dói pra caralho. Talvez seja aquela hora do empoderamento que o clique acontece e a gente nunca mais consegue deixar de ser impactada por isso , aquele caminho sem volta. Se for isso, óteeeemo! Decisões precisam ser tomadas. E o que torna a vida melhor é saber que quando temos uma convicção tão transformadora fica mais facil cuidar do coração, nosso e dxs outrxs, e direcioná-lo a nosso senso ético dentro de uma luta muito maior. Sua benção minha mãe Iansã, olorum modupé pelos sinais!

domingo, 11 de setembro de 2016

Un Vestido Y Un Amor

Te vi
Juntabas margaritas del mantel
Ya sé que te traté bastante mal
No sé si eras un angel o un rubí
O simplemente te vi.

Te vi
Saliste entre la gente a saludar
Los astros se rieron otra vez
La llave de mandala se quebró
O simplemente te vi.

Todo lo que diga está de más,
Las luces siempre encienden en el alma
Y cuando me pierdo en la ciudad
Vos ya sabés comprender
Es solo un rato no más
Tendría que llorar o salir a matar.
Te vi, te vi, te vi
Yo no buscaba nadie y te vi.

Te vi
Fumabas unos chinos en Madrid
Hay cosas que te ayudan a vivir
No hacías otra cosa que escribir
Y yo simplemente te vi.

Me fui
Me voy de vez en cuando a algún lugar
Ya sé, no te hace gracia este país
Tenías un vestido y un amor
Y yo simplemente te vi.

Todo lo que diga está de más,
Las luces siempre encienden en el alma
Y cuando me pierdo en la ciudad
Vos ya sabés comprender
Es solo un rato no más
Tendría que llorar o salir a matar.
Te vi, te vi, te vi
Yo no buscaba nadie y te vi.

Caê

trechos

quando o livro é bom e a gente não quer acabar

é exatamente assim que eu me sinto.

normalmente eu me sinto assim com tudo na vida. Ja falei algumas vezes aqui da ilustração que aquele menino chato querido e complicado me deu de presente pra explicar como era dificil ter que ir embora.Carrego a ilustração que ele me deu pra vida e to sempre usando.


O ultimo mergulho. Ahhhh esse ultimo mergulho.... é exatamente isso.

lá vai o trecho do livro, lá vai o impacto, lá vai..... A melhor coisa do romance é que ele não tem compromisso com a previsibilidade e ao mesmo temo sua obviedade é que nos mantém ali, com o livro aberto, pensando: poderia ter sido escrito por mim.

"20hs, 21, 22, 23...melhor desistir. Cama. Já deu. Isso é sinal. Gostava de pensar assim, nos sinais.
A cama tava alí  era só deitar e dormi.Teimosa.
00:54 - Vem!
puta merda, já tinha desligado aquele celular. É difícil manter uma decisão em tempos de visualização instantânea.
Vou, não vou, vou, não vou, vou não. Ter que bater ponto dali algumas horas devia ser automaticamente definidor para não ir. Devia.
Ok. Chamando táxi.
1:30- 205.
toda desorganizada. Já sabe que entrar ali é se perder pra sempre.
Sabe e vai, Quem sabe se perdendo se encontra em outros formatos.
Entra... entra mesmo. Ta lá, o anil. Tá lá, aquele tudo. Bem do jeito que ela pensava ser a vida.
Lá de cima, os deuses e deusas olham. Será que é isso?
quelas cadeiras não colaboram. Aquele azul no pescoço....aaahhhh
E já chegou dando os sinais.

Maçã.


Claro, ele ia escolher ela. Ia falar dela. Ia, ia, ia.... e ela tava ali, toda tomada.

'Você está apaixonada por mim?' Risos. Sabíamos.  Nem um toque.

Os segundos seguintes se alternavam entre, que bom que vim e o que estou fazendo aqui, Era só  nisso que conseguia pensar.

4:00 - conversa, fala, relembra, retoma, debate, pondera, reflete, contorna, troca, compartilha. Axé. Muito.

Quando ela ameaça ir embora, bater seu ponto no vida, ele reclama: com isso aí no pescoço não.

A ficha dela, que não costuma ser tão lenta, cai depois de mais de 3 horas procurando entender. Ele faz isso com ela.Ela se sente lenta. Se sente devagar , de um jeito que a vida diz não ser possível ser.


E só aí, envolve a moça, naquele espaço que coube uma vida. Aquele abraço.... daquele jeito... aquele cheiro, aquele toque. Era isso. O medo era esse. As apostas eram altas.

E se fosse bom?

Pergunta tola e imbecil. Sabiam da resposta, mas queriam se ouvir.

Poderia não ser bom. Poderia... Poderia.... aí não seria a vida. Ai não seria axé.

Ela tava ali guardando em si cada sensação. Já sabia que ia precisar de força.

Seu coro foi direcionado praquele lugar escuro, e seu coro ja todo entregue ele cuidadosamente depositou naqueles lençóis.

Arma. Eram armas de fogo. Eram explosivos. Ela sentiu tudo aquilo sem poder ter temo de pensar, precisou desligar e sentir, e com medo...ai que medo.

Era esse meu medo, repetia ele, incansavelmente, em cima dela, provocando o maior dos arrepios.

A vida vai seguir, se consolava ela, sentindo-se em casa, sentindo-se na própria cama.

Que sensação esquisita era aquela? que diabos de encontro era aquele?

 Os pássaros iam dando sinais de vida.
A vida ia seguir
tudo ia permanecer em seu devido lugar
menos ela e aquele dia que não terminou"



E foi desse jeito que interrompi aquele livro que me ajudou a passar tantas noites em claro. A expectativa da pagina seguinte e a narrativa que tanto já se sentia próxima.








segunda-feira, 5 de setembro de 2016

tu vens, tu vens, eu ja escuto teus sinais.

A escritura é isto: a ciência das fruições da linguagem, seu kama-sutra ( Roland Barthes)

Estou chegando lá. hj ela primeira vez, eu senti vontade de escrever a minha dissertação. pena estar tão cansada para começar a mexer hoje nisso. Eu ja tenho uns escritos, e ela ta toda aqui dentro de mim. Estou naquele movimento pré regorgeio, em breve vem tudo.

Hoje, assistir a defesa de doutorado de Carlota me fez sentir muito melhor, e pensar muitas coisas, e planejar meu desplanejar com o meu processo criativo. Estou liberada. Me dei alta da crise.

Pretendo dar cabo disso até final do mês. Entregar meu texto praquela lora maldita, qualificar e só parar de escrever quando o mundo se acabar dentro de mim.

Estou ansiosa por isso.

Três capítulos. É disso que eu preciso.

Pensando em infância, em cuidado, em cisnormatividade, psicanálise, e tudo aquilo que eu já sei.



"Texto de prazer: aquele que contenta, enche, dá euforia; aquele que vem da cultura, não rompe com ela, está ligado a uma prática confortável da leitura. Texto de fruição: aquele que põe em estado de perda, aquele que desconforta (talvez até um certo enfado), faz vacilar as bases históricas, culturais, psicológicas, do leitor, a consistência de seus gostos, de seus valores e de suas lembranças, faz entrar em crise sua relação com a linguagem. " Barthes,1987

Estou citando Barthes e registrando tudo isso aqui pq eu sei o quão esse blog me faz lembrar das coisas, então que seja mais um pouco ainda útil.
Depois de muitos dias sem dormir, quase enlouquecendo, hoje finalmente posso dizer qeu estou morta de sono.
FINALMENTE. achei q  enlouqueceria.

um beijo barthes querido, vc é a minha salvação.