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sábado, 30 de julho de 2011

Agosto à gosto....aaaah....gosto!

uiUiuiUi. Frio ja bate em mim. Contagem regressiva mesmo.A partir de hoje faltam 18 dias para eu viajar.Tenho mil-coisas-pra-fazer até lá.
Essa viagem ta me deixando sem dormir.  Como sempre.Estou muito na expectativa do meu trabalho.A possibilidade de Felipe e Eik irem lá me deixaram mais ansiosa.
Ver a Loooola!!!!!!!! Mateus,Leos,Nessa,Nine,Sô, Camilinha,Cris,Vini,Celo...oooo tantas coisas pra sentir e contar.
Eu ja consegui umas roupas bacanas de frio....e ainda faltam algumas coisas. Preciso semana que vem imprimir meu pôster !!!
Hj vi que no dia 8/8 vai ta previsto -2 graus.UHUUUUUUUUUUU, des dias antes de eu chegar.Em dez dias a temperatura pode subir um pouquinho né? HAHAHAHHA Medo!!!!

Só uma observaçao:

nao faço nenhuma questao de sere rebelde, se assim eu fosse é porque estaria reprimida.E ja me prometi que nunca mais na vida vou me sentir assim.

sábado, 9 de julho de 2011

Eu vou lá.

..depois de três anos em um contexto completamente outro,  vou voltar  no Sul. Rever as pessoas que por tempos  ficam sendo  só virtuais. Sentir o frio de agosto, e experimentar participar de um evento  academico de forma ativa. Vou expor meu trabalho, estou ansiosa com isso.
O trabalho que fiz com tanta  dedicação, em tempo recorde e que foi selecionado com tantas qualidades citadas pela comissão  organizadora. Estou super orgulhosa de mim, estou fazendo o  que gosto, o que acredito e vivendo como gosto...criando minhas oportunidades e aproveitando-as de forma intensa.
Dessa vai será  bem  diferente...não estou em busca de resposta,estou onde  gostaria de estar.Vou com um objetivo e me dando o direito de ususfrir do bom de estar lá.Comida,  pessoas, matança de saudade. Deixo aqui meus amores, meu Bê, Duda e Joao. Dessa  vez voltarei doida para voltar....nao tenho a menor dúvida.E cheias de certezas.
Acredito muito que quando uma coisa tem que ser uma manisfestaçao universal acontece de forma que tudo lhe leve a aquele caminho....tanto era para ser assim que consegui enviar o trabalho, recebi  incentivo do grupo, minha irmã me ajudou muito....depois  consegui o mais dificil: Dinheiro  para comprar a passagem sem desfalcar nosso orçamento. Tudo deu ceto, tudo saiu coomo tinha q sair se fosse  para eu ir.
Agora...vou me concentrar, treinar apresentação, falar com pessoas  sobre o assunto, e  arrumar a minha mala de frio.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O primeiro de muitos.

Termino meu semestre com todo gás. Meu tabalho academico foi aceito no V Seminário de Corpo,Gênero e Sexualidade na Universidade do Rio Grande. vai ser um pôster com o título: Manutenção equebra da heteronomatividade na escola.


Tão feliz!!! Me joguei, em dois dias consegui deixar meu trabalho prontinho pra submeter e aí ....lá vamos nós para o Sul. Minha terrinha colorida efria,com meus amigos lindos. Sempre bom volttar lá...ainda masi pra apresentar um trabalho que acredito muito.

Vai ser lindo. Agora é correr atrás de passagem e grana pra viagem.... desconfio que tudo dará certo porque comigo as coisas sao assim.... quando começa a dar certo, nada me segura.Vou chegar aqui já na sequencia do próximo trabalho.... Enlaçando a Sexualidade. E assim dou inicio aminha tragetória muito satisfeita com minhas produções.

Lá,vamos nós!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Acabou o semestre? Como assim?

Geeeeeeeeeeeeente...... acbaou-se. Esse semestre foi assustador. Como se no bastasse ser rapido...a Universidade parece q nem tinha começado ainda e ja ta terminando.... fim de semesre com cara de começo é sinal de que houve falha de algum lado.Ou eu nao acordei, ou a Ufba que nao deu conta.Confesso que tive um semestre de muitas extensões (AMEIII) e de muita farrinha, tive um semestre de muito comprometimento com o CUS tb. Aliás, acho que esse foi meu primeiro semestre la, ali  que senti a leveza da Universidade.... tive problemas com duas materias com relaçao a contrataçao de professores e senti me em diversos momentos de ter a disciplina anulada, mas isso n aconteceu...tudo bem q foram componentes nulos na pratica pq n absorvemos muita coisa...mas é isso...  as extensões compensaram.MUITA coisa  pra fazer!

E ai essa é a fase do ano que mais bombo. Esse inicio de segundo semestre sempre acontecem coisas.E tenho algumas possibilidades fortes de trabalho academico pra apresentar em eventos que estao em ALT...esperando grana e ajustes mas é certo que em pelo menos duas eu vou colar.

A Casa da mãe enfeitou meu semestre o contribuiu para minha sanidade. Conheci mil pessoas tudo aver comigo e me  encontrei  de novo em um grupo muito aconchegante.

Vamo q vamo...que 2011 pelo visto ja é quase 2012.UHUUU

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O Post abaixo

...É exatamente tudo que penso como ideal de relação. Desde muito pequena penso nisso.....e era sempre como uma grande utopia. A Rede de Relações Livres concretiza e dá vida a tudo que sempre pensei.Lindo! Pessoas lindas...pra frente. Penso muito a respeito e no mínimo me interesso  profundamente por tê-los como objeto de estudo e inspiração refelxiva. Encantada.

Sobre a Rede:

http://rederelacoeslivres.wordpress.com/

Sexo, Prazer e Afetividade

Nossa antiga e pesada tradição de moral sexual repressiva (que combina infantilismo sexual e romantismo) morreu.

Mas o cadáver é herdado como cultura moral ainda hoje e de vez em quando é apresentado como espantalho pelas antigas e novas religiões. Apesar disto, do ponto de vista intelectual, a crítica da moral sexual tradicional é devastadora.

Não sobra pedra sobre pedra.

Para quem quiser seguir apenas uma linha da trilha… veja nos 130 anos que vai da publicação da teoria da família de Engels, passando pela visão de sexualidade de Freud e Kinsey, das críticas anti-repressivas de Reich, do feminismo, às rebeliões juvenis, a “revolução sexual” da década de 1960 e aos movimentos GLBT, aos atuais congressos mundiais de sexologia…até, no Brasil, Robeto Freire, Gaiarsa e Regina Navarro Lins.

Mesmo que o problema permaneça na cultura… como mortos insepultos, aqui queremos abrir uma nova proposta para o século XXI.

Para nós, solteiros e casados deixam de existir. Aquela antiga oposição entre ser livre com sexo casual versus ser comprometido com sexo empacotado e rotineiro desaparece.

Hoje… a concepção de relação livre organiza a vida de tal forma que vivemos, a um só tempo, às relações afetivas estáveis, continentes, baseadas na densa amizade mas também, e simultaneamente, as relações organizadas pelo prazer mesmo da atividade sexual, sem outra decorrência. Nossa estrutura não é pelo casual ou pelo estável, mas por uma livre combinação de ambos, que ainda permite outras intermediárias.

Não estamos com Sílvio Santos: “é namoro ou é amizade?”. Não queremos a esquizofrenia de “profundo ou casual”. Do “amoroso ou prazeiroso”.

Porque tudo isto nos interessa imensamente… e ao mesmo tempo.

O sexo não deve ser restrito a relação afetiva ou que tenha que acabar nisto. As pessoas podem vivenciar as potencialidades da sexualidade sem estar ligada ao amor. Há um afeto específico da relação sexual imediata, que tem de ser exercitado de forma específica.

Não há razão para subordinar ou associar necessariamente a dimensão sexo-prazer à ordem estável das relações afetivas duradouras. O sexo-prazer permite uma intensidade de troca que o sexo-afeto não permite, já que a variedade de parceiros que ele oportuniza acelera trocas só possíveis nestas condições. Isto implica em mais aceleração de crescimento, de encontros.

O sexo-prazer deve libertar-se de uma estruturação sentimental muito pesada, ganhar vida, livre exercício. O amor não pode (por seus grandes méritos) sufocar esta específica possibilidade. A negação de uma esfera simples de sexo-prazer deriva de uma restrição de vida, incapaz de ver a beleza do sexo quando sem continuidade e da incapacidade de superação dos traumas de separação. O que acaba gerando um sexo sob estrito controle afetivo. Uma afetivação obsessiva, negativa, restritiva, que só gera trocas sob controle. O sexo-prazer não pode estar na dependência do amor como seu legitimador. Isto gera mais sufoco que satisfação.

Também não há que se orgulhar do sexo não gravitado pelo afeto; o encontro dos corpos que não traz ao encontro o sentimento; o prazer do corpo que desautoriza o apego. Um ufanismo em torno do sexo sem sentimento não pode ser a sina de quem quer viver o sexo livremente. É óbvio que temos um arsenal inesgotável de disposição afetiva, tão ou mais constante que o desejo estrito de sexo.

Queremos sexo livre e amor livre. Sexo múltiplo e amor múltiplo… pois nós somos ricos as pessoas são singulares!

Pensamos que a vida sexual plenamente livre, absolutamente não conjugal, organizado sob as formas de relação livre, onde o sexo é múltiplo, diversificado, com pessoas livres e casais livres (sem amarras de enclausuramento), torna-se algo absolutamente simples… mas simples também podendo ser o apego, o afeto, a gratidão… o vínculo.

O grupo “Relações Livres – PoA”

vive e organiza o debate sobre relações sem restrição monogâmica.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Necessidades

O que eu necessito nem sempre é bem compreendido, e eu me proecupo muito pouco com isso. Não quero quero ser uma velha que toma antidepressivos. Quero ser uma velha de olha pra trás e sorri , que se olha no espelho e reconhece cada ruga de alegria e não só cada fio de cabelo branco de preocupação.

Abri minha vida para pessoas novas e fui atrás disso, como uma tataruga que vive feliz no mar mas que precisa levantar a cabeça pra pegar um ar.

As pessoas foram pessoas escolhidas pela minha intuição, na maioria das vezes , outras foram como uma reconpensa pelas minhas boas escolhas.

Nos dias coloridos ...mais coloridos, os outros dias não ficam preto e brancos , não, eu não tenho dias assim , e agradeço muito a Meu Deus , por isso , mas nesses dias as cores são 'fechativas"... nada de cores leves , é tudo "cheguei-azulado".

O mais legal disso é que promovi lidas interseções que acredito eu que irão gerar lindos frutos. Lindas produções e reproduções.

fase delicia , espera pelo ansiosa pelos dias assim!!!!!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Excluindo o marido da minha vida.

Pra mim ficou tão lógico que eu não quero casar....Eu longos anos da minha vida imaginando como seria esse dia. O dia que casaria seria um dia alegre , e um tanto fora do convencional , porque afinal de contas eu não sou nada convencional.Quando eu tive filhos e sei bem porque comecei a acreditar que casar era parte desse processo. Mesmo sem ter vivido nesses moldes familiares , com pai e mãe e filhos . Talvez, inclusive por conta disso, eu tenha querido por tanto tempo , casar, ter  no meu nome o nome dele , ter uma conta corrente pra duas pessoas e falar como SOU CASADA.Obviamente que esses pensamentos não existam assim pacificamente dentro de mim.... havia uma série de questões que me faziam (em) parecer a louca do casar ou não.

Mas ai eu tenho passado por muitas transformações em minha vida que simplesmente penso que não vejo mais nenhum sentido em casar. Eu re-signifiquei o casamento de uma forma que de nenhuma forma me vejo nele. E olhe que sou casada. hahahahhahah Não isso não significa que mudarei o rumo da minha historia, não por isso, não, agora significa somente que deixei de lado um grande peso que pra mim era estar casada. Hoje eu sei que vivo com alguem que divido minhas alegrias , minhas agustias e que nao preciso de mais do que isso. Muita coisa dentro dessa perspectiva que eu estou inserida já me causa bastante conflito , muita coisa eu penso que não darei conta , pq dividir uma vida entre duas vidas que foram construídas de forma tão  diferentes não nada fácil.

Hoje eu sei q eu não quero casar , não quero presentes , não quero convidados. Nem se quer eu quero uma simples comemoração. Eu não gosto de me modelar em moldes, e não me sinto casada, com o peso da palavra. Sim para mim é um peso enorme. Nadinha contra as 90% das pessoas que me cercam que já casaram ou que querem desesperadamente casar , nada mesmo , amo todas vcs suas insanas, só não quero pra mim.

Eu não quero um dia ser separada, eu nao quero mesmo. Esse nome é horrível. Aliás tenho implicado com os nomes das coisas, a gente discursa todos dia sobre um monte de coisa que ignora de onde vem e acaba falando um monte de merda.

Eu andei pensando em como não em sentir tão mau quando falo sobre Benito me referindo a MEU MARIDO. Pensei que dizer que tenho um namorado tb não condiz porque namorados vivem de poesias e  nós não vivemos de poesia. Não quero dizer com isso que não haja amor , isso há.  E muito.... mas o que há muito também é companheirismo .. e que eu zelo como  a meus filhos....e ai encontrei esse termo, Benito é meu companheiro e sempre que tiver agora que me referir dele não usar o PAI DO MEU FILHO para me livrar do marido , usarei o MEU COMPANHEIRO.  Me disseram que é um termo gay.. Que seja , eu sou tanto gay.

Vim falar sobre isso pois pra mim era algo que eu precisava ouvir quando me esquecer disso venho aqui e  olho.

domingo, 1 de maio de 2011

Irreversivel.

Ontem fui a uma proposta de filme feita por um dos integrante do CUS. Esse encontro já acontece há tempos dia de sábado e foi minha primeira vez. E como nada é por acaso... O filme, que quase sempre tem a temática LGBTTTI, trouxe dessa vez uma temática bastante violenta nada direcionada para o publico gay, pelo contrário.  E minha tolerância para cenas violentas é consideravelmente baixa. Só que mesmo para quem tem um "bom"  nível de tolerância , 12 minutos numa cena de estrupo ( nu e cru) não é lá muito divertido.

O filme: Irreversível.
http://www.youtube.com/watch?v=oaP6Nvw4mqg

Um filme francês, de Gaspar Noé , não conhecia ele , mas já deu pra ter uma noção de sua pegada cinematográfica.  O filme tem sua lógica sequencial invertida e isso pode ser dito tranquilamente porque não é a questão do filme.
A questão do filme se resume na frase: "O tempo destrói tudo". Daí já dá para sacar a intenção de uma visão bem pessimista da vida.
De forma geral eu gostei do filme, porque gosto de filmes bem elaborados, com boa fotografia , com uma direção diferenciada , e principalmente que causem algum impacto em mim. Não necessáriamente esse impacto , qualquer coisa que me faça marcar. Ver um filme europeu já algo ... além de qualquer coisa que já se tenha visto.
Esse filme em particular é insandecedor desde sua trilha sonora até a proprosta de seu roteiro. É um filme que indicaria para quem tem estômago e uma boa tolerância à tragédia. 
No mais me foi muito util a perspectiva pssimista de ver a vida , tenho sido colorida por demais ,e as vezes faz bem lembrar que o preto e branco não necessáriamente descolorem.

O melhor de tudo foi o debate que girou em torno do filme. Foi  levantada uma questão serissima sobre uma relação infeliz feita pelo autor do filme onde ele relacionou o estrupador a um ambiente gay. Isso é sério e minha forte crítica ao filme, fora as prolongadas cenas de violência real.

Em fim , uma boa tarde, com pessoas queridas e reflexões super úteis para mim.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Ninguém me avisou.

Tenho algumas mães por perto. E são mães de primeira viagem; é lindo ver a expectativa da mãe, é lindo ver o rostinho do baby. Mas desde a gravidez a gente já se depara com coisas que manual nenhum nos ensinou a lidar.

-----Quero deixar claro que estou aqui falando de mães que como eu, não contaram com baba , até pelo menos o primeiro ano do filho. Nada contra as que tem , mas não posso representá-las completamente, simplesmente porque não vivi essa realidade.-----


Me avisaram que filho muda tudo. Que transforma a vida da gente. Que as noites nunca mais serão as mesmas e que se passa a ver as coisas de uma outra forma. E de certa forma essas informações já são assustadoras e nós na imensa onda de idiotice que somos tomadas acreditamos que ter filhos significam isso aí mesmo.


Hoje, eu com dois filhos, já olho tranquilamente para uma situação pós-filho, porém com mágoas de ninguém ter me dito exatamente COMO TUDO PODE MUDAR tão drásticamente, ninguém me disse o quão angustiante  é amamentar, nunca me falaram o processo que vai da dor, à dependencia do filho , até o doloroso desmame. Amamentar é lindo, e delicioso, mas antes de ser assim é de longe a pior parte desse processo.

 Ninguém me dissse por exemplo, que por melhor que seja seu companheiro e por mais que partilhe de tudo, por mais que seja de fato um companheiro...a avalanche hormonal passa por nós causando estragos que sentimos de forma bem particular. Além de que, a vida da gente muda por dentro de nós de forma que ir na padaria é algo a ser comemorado, deliciado e aproveitado como momento de alforria,por diversos motivos:

- Porque fazer pequenas coisas ( que os homens continuam a fazer , porque alguem precisa sair pra comprar coisas necessárias) é algo realmente dificil. Primeiro a gente se recupera do parto, depois a gente regula as mamadas do bebe , depois encaramos os medos do pós-parto, depois reaprendemos a nos permitir, ir ali na padaria.... sabe a padaria? Coisa que nem gostávamos de fazer, por que tinhamos coisa muito melhor pra fazer? Pois é pra lá mesmo que recomeçamos a socializar com o mundo além das fraldas. Porque além de todo esse processo temos culpa. Que tal? Nos lascamos e ainda temos culpa. E como  sabemos ser crueis conosco... "Enquanto eu estou na padaria me divertindo meu filho está lá com a vó, que nem é a mãe...coitadinho... péssima mãe que sou." Ainda vem um fdp e me dá um discurso freudiano sobre trauma. Pro inferno todos, inclusive Freud.


Ninguém me falou que por mais amor que eu tenha pelo meu filho eu vou ter dias de não aguentar mais trocar fraldas. E aí se começar a contar a quantitade de atividades repetidas que fazemos por dia... vamos ser compreendida quando pedimos que pleoamordedeus alguém troque aquele bebe enquanto eu lavo a louça. Sim a louça também vira algo terapeutico (sem as mamadeiras).

Ninguém me disse extamente quantas noites eu teria que perder , e que no outro dia eu não dormiria pra recuperar a ressaca , ninguémme disse aliás que perder noite pra trocar fralda é muito , muito diferente do perder noite por uma farrinha , porque aliás não farreamos toda noite.... E ninguém me disse que os homens sofrem de um um mau súbito doe sono profundo irrecuperável, e que no final das contas somos nós e os bebes. Eu também confesso que não sabia , do gosto pela vida noturna agitada deles, se sabia o que eu não tinha era noção do estrago disso dia após dia.

Niguém nunca me disse o quão eu iria ficar irritada de além de tudo isso ter que pensar em ficar bonita , e deixar o bebe bonito pras visitas. Aliás se quer me disseram qeu teriamos epoca que colocariamos as visistas pra fora de tanta gente querendo ver o bebe e que alguns poucos meses depois estariamos perguntado : "Cadê todo mundo?"

Recentemente uma amiga muito querida recém parida me disse , em tom de apelo: "Como pode mudar? vc tem certeza que algum dia isso vai mudar?" Eu ri , egoistamente, eu ri porque ela me fez lembrar de mim quando achava que nunca mais na minha vida, a minha vida chegaria perto de ser como um dia foi. Eu olhava por futuro e não o via, era como se eu fosse cega mesmo. O que  eu via era o breu e as coisas que estavam ali , me cercando, me sufocando. Eu tentei explicar a ela isso tudo e que uma belo dia ela ia olhar pro lado e se ver sem aquelas tetas imensas, e ver que tavam tomando cerveja e fumando cigarro e olha: Sem culpa! E no outro dia ia acordar numa cama num lugar diferente , e olha: Sem filhos!
E a sensação é bem assim , é aí que conseguimos olhar pra trás pensar com um alivio oculto ( alguém nessa sociedade cretina que assuma que se sente aliviado por ser humano além de ser mãe): passou.

Lógico que mães, avós, e um bom companheiro (de verdade) do lado o trabalho prático fica muito mais suave e a padaria muito mais possível.  Porém , o processo interno é nosso, e só nosso, e por mais que tenhamos lido , por mais que eu tenha chegado perto do que você sentiu, muito provavelemnnte vc tem uma mágoa a mais , algo que foi mais dificil , algo mais complicado, mais doloroso e que pelos próximos 3 anos lhe fará pensar em nunca mais  mais ter filhos.
Mas se você não acredita em mágica ( eu acho que é  insanidade mesmo) , passará a acreditar quando passados três anos você carregar o bebe do vizinho com uma ponta esquisita de saudade dessa época e aí minha filha corra , porque muito provavelmente o proximo está muito perto e tudo será muito mais suave.

sábado, 23 de abril de 2011

Escudo

"Sai de si



Vem curar teu mal


Eu não tenho tempo pra falar teu nome



Eu não tenho nome pra você dizer


Meu café jamais vai matar sua fome


Nada que tu traga vai me apetecer


Sinistro parece que a gente se deu ao desfrute de nada


Tua tanga na manga do mágico falso


Tuas mãos na cartola teu corpo no palco






Traga pra cá tudo


Deixe teu ser mudo me fazer falar






Não contei ainda teus escudos surdos


Sabe que eu te estudo sem me aproximar


O teu santo gringo me mostrou teu mundo


Vi que no escuro tu fica a chorar


Se Shiva me disse pra ter paciência


Te pego no beco do sino da crença


Te assusto com a ira da minha demência






Traga pra cá tudo


Deixe teu ser mudo me fazer falar"





... Eu tenho andado puro sentir. Sinto coisas e e tenho saudades, como sempre tenho a sensação de que há algo no passado . Sei que essa sensação é ilusória e que a medida que o tempo vai passando cada vez mais vez que olhar para trás terei mais motivos para sentir saudades. Será que corro o risco de morrer de nostalgia?
Ás vezes eu olho para a minha vida e é como se eu tivesse em coma. Como se meu corpo vivesse algo e minha alma vivesse outra, quando eu estou assim eu preciso respirar e colocar as coisas em ordem dentro de mim.Eu estou longe de estar infeliz e tenho muito poucos motivos reais para estar insatisfeita. talvez o que mude não seja a satisfação, seja a motivação.
Se algo mudar em minha vida , dessa vez eu sei que é por uma necessidade minha. Eu estou diferente , e estarei cada vez mais, quando penso nisso e olho pro futuro imagino que em algum momento terei que escolher entre estar feliz e estar muito mais eu. Essa é uma escolha nada fácil quando existe uma construção inteira que depende de seu alicerce;
Em fim , algo aprendi ao longo dessa caminhada: paciência. Reflexão e permissividade consigo mesmo. Preciso voltar lá.


sexta-feira, 22 de abril de 2011

Deleuze e o Amor.

Ser e Estar.

Tenho pensado muito no verbo Estar. Antes era muito importante para mim Ser. Depois entendi que Ser é um só, e é estagnado, fixo, rígido. Limita. Estra transcende e multiplica. Eu estou hoje e posso não estar amanhã e voltar a estar de novo mais tarde , ou nunca; Isso é bem político. Acho que Ser é menos político do que estar , porém também avalio que pensar por essa ótica do que é ser poplítico já é um raciocínio hierarquizado.
Eu gostar de Estar e não Estar. Estar parcialmente e  às vezes , quase sempre, momentaneamente completamente. Isso é muito mais eu.

Hoje eu estou política
Estou gay
Estou mãe
Estou intelectual
Estou a parte
Estou frenética
Estou em paz
Estou sendo.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

...Não queria, mas fui.

Fui lá eu. Depois de um domingo de corre-corre atrás de filho, fiz mais um imenso sacrificio pra cumprir uma parte essencial de avaliação da disciplina de Dança e Contemporaneidade. Não que eu não tivesse interesse, mas poxa vida... domingo 8 da noite? E eu tenho tantas outras coisas que adoraria ir ver e não vou porque não tenho tempo... Em fim , fui.

Teatro Vila Velha. Toda vez q entro alí não sinto vontade de sair.

Tive muitos, muitos ganhos. A começar que revi um alguém que nunca tinha saído de minhas lembranças. Eduardo Matedi. Professor de filosofia de Jornalismo na FSBA. Pessoa incrivelmente única. Passamos momentos incriveis de construção de raciocínio.... Longos papos e café. Realmente, alguem que fez diferença em minha vida e que mais uma vez eu tinha perdido de vista. Na verdade tinha tanto tempo que eu não o via ,que não teria reconhecido sem suas longas madeixas, se simpaticamente ele não tivesse me parado para o reencontro. Delícia, papo, café, saudade... tempos, tempos, tempos. Muito bom. Breve e bom.

Depois entrei pro espetáculo do qual eu não sabia , nada. Normalmente procuro saber , e até tentei na internet , mas escrevia o nome errado e não achei nada.

"Isso aqui não é Gotham City" - Não vou falar sobre o espetáculo porque isso será um outro post.

Lá dentro várias pessoas da Ufba. Pessoas que em nada me identifico, risadinhas , oi , oi. e por fim encontrei alguém que na verdade é alguém que sempre passou como o amigo do amigo. Eu só, ele só , sentamos juntos e descobri mais um alguém que vale a pena um papo. Achamos a Teoria Queer entre nós. Uau. Adorei. E fiquei na vontade de prolongar o papo. Senti mesmo vontade de ficar , pessoas legais!!!Mas não deu. Um cigarro e tchau. É bom ser surepreendida positivamente. A cerveja fica pra próxima, em breve.

O post é só pra registrar e me fazer lembrar outras vezes que eu tiver com preguiça de viver coisas boas: Há sempre ganhos. Ainda bem que eu fui, ainda bem que acordei cedo, peguei meu buzu , vi minha mãe, e fui no Teatro. É essa vida que quero. Não posso me esquecer disso, os muros do laguar onde eu estou são muito confortáveis, convidativos e acomodam, e isso é péssimo.. o mundo é bem melhor.

Terça-Feira, eu topo tudo. E a partir de agora terei sempre um dia assim: Eu topo tudo.