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domingo, 31 de agosto de 2014

Soul

"Porque foi calma a tempestade
E tua lembrança, a estrela a me guiar" Renato Russo


Esse post é sobre a saudade. E sobre canalizar o amor pra dois seres lindos que desde que vc partiu de mim ocuparam ganharam todo nosso amor, nossa amizade e cumplicidade.... nossos planos irrealizáveis e risadas sem sentido.

E tem horas que olho para minhas meninas e vejo vc me olhando. E ai ....me lembro de Renato me dizendo: 

"Meu orgulho me deixou cansado
Meu egoísmo me deixou cansado
Minha vaidade me deixou cansado
Não falo pelos outros
Só falo por mim
Ninguém vai me dizer o que sentir"

Lhes apresento a quem recebe nós, Mitta e Izza:








domingo, 24 de agosto de 2014

oxe, já?

incrível esse segundo semestre meu, sempre cheio de coisas. Se eu for fazer uma planilha gráfica de vida pra saber a fase do ano que minha vida começa a se movimentar num ritmo quase que descontrolado , eu tenho certeza que o gráfico chega ao pico entre os meses de agosto a fevereiro...depois a queda disso chega ser uma queda ao precipício. loucura. Isso aparece claramente em minha movimentação aérea. Fiquei tão quietinha esse ano. Viajei pro vale do capão, e depois uma intensa viagem sozinha...aquela que eu preciso fazer anualmente. Achei que permaneceria assim. mas minha inquietação aquariana sai de mim... meus erês inconsequentes começam a querer aprontar e a senhora dos ventos me leva junto com ela. Êparrey SalOyá!

e lá vou eu, para terras sulistas de novo. Esse ano nordeste saiu do foco do meu destino. Setembro floripa, outubro Sp, novembro Sp de novo.... BABADO!

O que sai disso acho que só sensações, de distancias encurtadas, saudades inquietas e desejos borbulhando... no mais é tentar voltar sã e salva. Pelo menos agora eu tenho casa pra voltar. Que o novembro seja doce.

domingo, 17 de agosto de 2014

16 de agosto.

6 da manhã atordoada em Natal entrei no ônibus. sem dormir, sem sem sem.... completamente sem.

e ai debaixo de chuva, cheguei , exausta e inexistente , dirigi por vários quilometro sem saber que ele já estava no hospital indo embora, pra sempre. Um ano. Já.

domingo, 20 de julho de 2014

envelhecer

sobre a noção de tempo. Suspeito que envelhecer seja o processo de perceber o tempo voar.
Dez anos, viram só uma década, e outro dia uma década era tudo que eu tinha.

voa....voa...e lá vou eu.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

ahhhh John!

Saia do meu caminho, eu prefiro andar sozinho
Deixem que eu decido a minha vida.
Não preciso que me digam, de que lado nasce o sol
Porque bate lá o meu coração.
Sonho e escrevo em letras grandes de novo
pelos muros do país.
João, o tempo, andou mexendo com a gente sim.
John, eu não esqueço, a felicidade é uma arma quente
Queeeeeente, queeeeeente....
Saia do meu caminho, eu prefiro andar sozinho
Deixem que eu decido a minha vida.
Não preciso que me digam, de que lado nasce o sol
Porque bate lá o meu coração.
Sob a luz do teu cigarro na cama,
Teu rosto rouge, teu batom me diz
João, o tempo andou mexendo com a gente sim
John, eu nao esqueço(oh no, oh no), a felicidade é uma arma quente,
Queeeeeente, queeeeente....

sábado, 12 de julho de 2014

mas tudo bem...tudo bem...tudo beeem....

Essas imagens estão sendo divulgadas no  facebook  e eu não sei a autoria, publiquei aqui , porque tudo de Renato é parte de mim e de alguma forma, fala de mim. 









sexta-feira, 11 de julho de 2014

Esse 2014 tem me ganhado em instabilidade. Puts....é como se a qualquer momento tudo pudesse mudar. Fatos drasticos tem acontecido pra mim, comigo  e com pessoas muito proximas... parece mesmo ser o ano da reciclagem.São ventos, ou melhor, as ventanias.
Mas a desordem acaba por me ordenar e as sextas feiras tem sido cada vez mais sagradas. A inquietude externa me faz silenciar a alma e aí eu sinto um aquietar-me confortavel.
E no meio disso tudo  lá vem nenem novo!!!
Não é meu, mas é como se fosse.

domingo, 29 de junho de 2014

o axé do meu axé

eu cada dia mais tenho certeza de que meu lugar é ali. O suor, o sacrificio, o enfrentar dos medos, das dificuldades, o efeito poderoso em mim.... A sensação de ter uma família para além da carne. Ontem mesmo tive mais




irmandade

Ogunhê patacori. Quando ele vem, eu só me arrepio e fico do lado dele,
 boba, apaixonada pelo meu pai,





uma prova de como meu orixá me usa para o bem, como meus orixás me guiam pro melhor. Só agradeço.

domingo, 1 de junho de 2014

Piscar o olho (Tiê)

Foi só piscar o olho
E eu me apaixonei enfim
No meio da fumaça
Ele também gostou de mim
O tempo foi passando
E o nosso amor saiu do chão
E eu fiquei tão grande
E mastiguei meu coração
Dessa vez não tive medo
Mesmo assim não disse "sim"
Percebi o percevejo
E deixei cravado em mim
Só eu sei o que é melhor pra mim
Ás vezes é mais saudável chegar ao "sim"
Chegar ao "sim"
Só eu sei o que é melhor pra mim
Ás vezes é mais saudável chegar ao "sim"
Chegar ao "sim"
No meio da euforia
Aquele alguém me protegia
Mas não foi por acaso
Que o encanto se quebrou
O tempo foi gastando
O que não era pra durar
Como se eu soubesse
Não era amor pra todo dia
Dessa vez eu tive medo
Mesmo assim eu disse "sim"
Percebi o percevejo
E deixei cravado em mim
Só eu sei que foi melhor assim
Às vezes é mais saudável chegar ao "fim"
Chegar ao "fim"
Só eu sei que foi melhor assim
Ás vezes é mais saudável chegar ao fim
Chegar ao fim 
Só eu sei que foi melhor assim
Ás vezes é mais saudável chegar ao fim

sexta-feira, 16 de maio de 2014

eu fui

fui e foi lindo, como sempre é. Só que dessa vez sem a nuvens de fumaça, sem o cheiro, sem o vinho... e eu até comprei, mas só pq sou ritualística. Mas não consegui beber nem um copo inteiro...  Isso não deixou minha visão turva... deixou tudo mais objetivo e volto pra casa tranquila como nunca antes...e até desejando voltar. Inédito.

Fui tremendo da cabeça aos pés, e pedi muito a meus orixás que definissem logo minha ida, que tipo de viagem eu teria, e sabia que eu não queria muita bagunça em casa. E como sempre fui atendida. A primeira coisa que me preparam? Um encontro de portas fechadas. Lá no lugar de sempre, no acaso de nunca, sob cheiro de gasolina, e com o vinho na prateleira.... E ai num breve espaço de um breve abraço nossos olhos secaram e a fresta do vento passou suavizando as chamas..Minha já esquecida e desprezada racionalidade se fez presente.....e foi difícil, e foi intenso, e foi a hora de olhar e dizer: é isso, tchau! E eu soube fazer. E num outro breve piscar de faróis eu puder ouvir mentiras sinceras e um ultimo tchau , num encontro inusitado pra meus orixás me mostrarem que era preciso seguir que meus presentes eram a calma e a satisfação do cheiro daquele lugar.. 'engraçado' que tava indo justamente num batuqe... rs

E la se foi, o resto da viagem foram expectativas zeradas, pelo menos as falsas... foi andar de noite sentindo frio, foi descer a ladeira querendo que o tempo pare, foi passar e olhar, entrar e sair das casas, enrolar fumos, e aprender a lidar com o sossego estranho de uma viagem montanha russa.... o coração ficou mais agraciado indo pra Rio Grande, mais seis horas de viagem... um café gaudério na estrada, uma gente legal demais, e o encontro com os meus.

No meio disso tudo, email anonimato...e  eu sem saber lidar , sem querer saber. Sem deixar o morto ressuscitar dentro de mim. Não deixei. Descobri que guardo magoa. E preciso me deixar em paz.

Dia 13 passou. Ufa. O dia que na verdade ninguém libertou ninguém; Uma fraude.

Abeh rendeu, parcerias e reencontros, abraços apertados, e afetos por todos os lados... lindxs, todxs!

De volta, sorri e chorei o acontecido e o não, os enterros da viagem, o retorno ao lugar que se é e o dengo das minhas gatas e as demandas das minhas crianças. Com o bônus de depois de 6 meses ausente de salas de aula, com uma meia alta medica volto pra me esquecer do mundo me perdendo no braço das minhas crianças, voltei, viva, e com a garganta desacostumada, cheia de calos e precisando de tempo pra se adaptar. Vamo que vamo!

A Lua nem sempre é nova, mas é lua!

Saudades: lola, moisés, dudinha, cleo, joe, jean, leo, erico, monte, noite, ceu, musica, calçadão, café, massa folhada, xis, risadas, cachorros, cheiros, frio, frio, frio, sotaque, frestas e tudo mais que chega a mim.

Entendi a mensagem... OLHOS CERTOS. Mas prefiro o 18 de julho.


O acalanto mais belo que recebi, eu sei ler:

Tento te encontrar
Tanto pra dizer
Meu amor, tudo bem
Sorte de nós dois
Quero te fazer feliz
Meu amor, sempre quis
Seus olhos certos, mas não sei o que dizer
Eu não vou, mas o tempo vem
Tá tudo certo, mas não sei o que dizer
Eu não vou, mas o tempo vem aqui
Tento te encontrar
Tanto pra dizer
Meu amor, tudo bem
Mesmo sem te ver
Não chegou ao fim
Seu amor, tudo em mim
Se não for mais do que tento ser
Se não for mais
Se não for mais do que tento ser
Se não for
Seus olhos certos mas não sei o que dizer
Eu não vou mas o tempo vem
Tá tudo certo mais não sei o que dizer
Eu não vou mas o tempo vem aqui

sábado, 26 de abril de 2014

eu vou

vou sim. tudo me disse preu ir, e eu vou. Mesmo sabendo que as risadas não serão mais as mesmas...mania besta essa minha de querer que as coisas sejam as mesmas...logo eu que não consigo me manter quieta. ao mesmo tempo sou saudosa e nostálgica, ai me lembro da minha doce infância, da minha linda adolescência naquela vila do carmo... das risadas tão lindas, do sobe e desce marechal deodoro - vila do carmo... porém, no entanto dessa vez estarei prisioneira de ninguém. Com essa porta fechada meu transito é livre, meu ar vai ser leve e a saudade vai se dissipar no sobe e desce pelas ruas. Vou lastimar, vou passar la, devo ficar alguns minutos parada naquele corredor, com portão de madeira no final, com aquele cheiro de passado e  os ruídos de nós. Depois darei as costas e seguirei. Olha eu criando o futuro, como se fosse possível... como se fosse ....a mais pura verdade é que não sei se sairei de la sem dar uma espiadinha pela fresta que o vento passa .... dificilmente não baterei naquela porta só pra olhar de novo aquela força e sentir vontade de morrer pela ultima vez dessa nova temporada de nossas portas fechadas.
Não faço a menor ideia de como sairei daquele lugar , sei que estou de alguma forma confortável com ideia de seguir para Rio Grande, encontrar os meus. Encontrar meus atuais sorrisos, meus cheiros de futuro , pra curar o que restar de frustração, de nostalgia, numa cidade vazia de mim , mas cheia de amores enfeitando e colorindo o cinza dela.
que seja! que venha, que me destrua  que eu sei me recompor, que os encontros causem choro, risos, dores, aqueçam , remoam e vejam sucumbir meus quereres.

Daqui a três dias embarco para meu Vale Nostálgico gélido, com pinheiros, eucaliptos, frestas e cadeados.


terça-feira, 22 de abril de 2014

Das dores incuraveis

Tem coisas que eu sei que não vão passar. Tem acontecido coisas relevantes em minhas noites. Tenho me aproximado de meu amigo através de sonhos. Se eu tenho alguma mediunidade é essa. Tenho feito algumas tentativas de falar sobre ele sem chorar. A primeira vez que consegui foi no Vale do Capão, nesse final de semana , exatamente na data de morte dele, 8 meses. O pequeno Ravi ,como carinhosamente chamavamos ele, era o nosso terceiro. Formávamos um belo trio... O pequeno Ravi sempre foi o mais desgarrado de nós.... Até que um dia sumiu pra sempre e ficamos eu e meu amigo... Porem sempre que o trio se juntava era um momento lindo de risos e afetos. Meu amigo morreu e o pequeno Ravi não soube. Não o encontrei mais nunca mais. Nesse final de semana atravesso a Bahia para levar meus filhos pra Chapada Diamantina.... E la estava ele, pequeno, barbudo, com aquele sorriso iluminado, todo agasalhado .... Bem na minha frente. Sera q ele sabia? De dentro do carro recebi seu caloroso abraço cheio de saudade e novidades.... As minhas não eram as melhores mas precisava dizer ali, sem sentar, sem tempo pra explicar eu disse pela janela do carro entre um carro e outro: nosso amigo morreu. "Quem?" -disse ele com o rosto ja completamente modificado..... E ele mesmo continuou "claudio"??? . Do carro balancei a cabeça e ele ficou la sem sorriso, com olhos mareados olhando meu carro ir embora....so no dia seguinte consegui ,por acaso encontrar ele na vila do Capão e contar tudo, quase tudo, com mais calma. Ele ficou como eu fiquei com o agravante de so saber disso meses depois.... Nos prometemos nos ver mais vezes e lembrar de nosso amigo de forma honrosa e feliz, pq ele merece. Me surpreendi  de nao ter desabado. Caíram disfarçadas lagrimas que sequei rapidamente. Ja aqui na cidade , a primeira noite, tive um sonho lindo e incrível... O mais de todos. Meu amigo tão cuidadoso respondeu minhas preces e apareceu no meu sonho com muita cautela, o que permitiu que eu n acordasse aos berros e interrompesse nosso encontro. Foi lindo.....e ele pegou em meus cabelos com aquela doçura me dando dicas de que era ele mesmo que tava ali.... Brincou de Rosicleide Claudionora e pudemos ficar pertinho até eu acordar emocionadíssima com nosso encontro e agradecer a meus orixás e a deus pela oportunidade de conseguir estar perto dele algumas noites da minha vida!  Meu amigo, obrigada pelo carinho, pelo cuidado,pela visita e por dar seu jeitinho da gente ficar junto e eu saber que vc ta bem! Venha sempre que puder. Eu te amo!

sábado, 12 de abril de 2014

30.04 - 10.05

La vou eu para uma maratona de revivências reticentes, lágrimas, nostalgias, alegrias, construções e desapegos do que foi e um dia nunca mais será.
Sentar pra tomar o café coma geleia e nata, o mate quente saltando o gelo dos dedos, a incansável luta pelo resgate da risada dela (cada vez que volto lá é mais difícil acontecer). rever as pessoas, saber das velhas supreendentemente velhas fofocas, os lutos das mortes, as trocas e as voltas.... passar na frente da casa , que dessa vez não existirá. Só nas velhas fotos. Um dia eu passei por lá e pensei que aquilo não mais existiria? Não.
Entre o dia 30 e o dia 10 acontecerá p dia 2. dia que elea se foi, que seus olhos se fecharam para todo o sempre.
Isso já doi diferente.
Aprender a lidar com a dor vai ser passar pelas portas que ainda existeme que não abrem mais. Quando a porta existe dói mais.

Em fim la vou eu.

Muita coisa será diferente, mas a sensação de chegar naquela estrada de camobi e de dar tchau sera sempre a mesma.

massa folhada, churrasco, mate, café, pão do mercadinho, cachorrão, Xis, calçadão, Av. Rio Branco, café, frio frio frio frio, meia de palhaço, botas e vontade de nunca mais ir embora.




Minha velha infancia, brotando de novo em mim.

------ não importa o quanto eu tente prever como será lá... essa é a vez que menos vou tentar , pq eu menos imagino como será.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Os sinos da minha alma

Uma resposta, uma proposta, uma postagem. São muitos sinos pra eu ignorar! Feliz com a possibilidade de abraços e afetos. Dessa vez n chegou a 3 anos, sera? Quase, mas a depender do mais tarde não chegará. Muita coisa pra fazer. 7 dias, 7 espadas, 7 charutos e muita pimenta. De novo. Que venham as marcas e as ausencias dela. O cheiro de mato e a inquietação friorenta. Algumas batalha de uma grande guerra inacabada, ainda bem. Meus bens.

terça-feira, 4 de março de 2014

Já

Você já tentou varrer a areia da praia?
Já ficou no escuro ouvindo o canto da cigarra?
Já ficou no espelho rindo sozinho da sua cara?
Já dormiu sem ninguém num canto de rodoviária?
Já dormiu com alguém por migalha?
Você já tentou varrer a areia da praia?
Você já tentou varrer a areia da praia?
Já perdeu a hora quando o tempo pára?
Já gritou uma palavra até perder a fala?
Já colocou todas as roupas do armário na mala?
A sua casa já desmoronou no meio da sala?

Você já tentou varrer a areia da praia?
Já quis demais alguma coisa já quis alguma coisa já?
Jamais quis alguma coisa já?
Já?
Você já tentou varrer a areia da praia?
Já viu sumir a última estrela da madrugada?
Já ficou um dia, um mês, um ano sem fazer nada?
Já colocou todas as roupas do armário na mala?
A sua casa já desmoronou no meio da sala?
Você já tentou varrer a areia da praia?
Jamais quis alguma coisa já quis alguma coisa já?
Já quis demais alguma coisa já?
Já?
Já!

titãs